TV Cultura se prepara para a TV 3.0 com foco em inovação e novo posicionamento
Em 3 de dezembro de 2025, a TV Cultura apresentou suas diretrizes para 2026, marcando uma nova fase com um novo posicionamento institucional, mudanças nos modelos de produção e a preparação para a implementação da TV 3.0 no Brasil. O evento reuniu representantes do canal e do mercado publicitário, liderado pela presidente-executiva da FPA (Fundação Padre Anchieta), Maria Ângela de Jesus, e pela diretora comercial de marketing e digital, Bel Borba.
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Novas Estratégias e Inovação
A emissora busca fortalecer sua presença em diversas plataformas, com foco em inovação e engajamento. A TV Cultura está se adaptando à chegada da TV 3.0, um padrão de transmissão que transformará o telespectador em “tele participante”, integrando internet à televisão aberta e possibilitando novas formas de interação.
A Fundação Padre Anchieta, mantida pelo governo do Estado de São Paulo, criará um núcleo de inovação dedicado ao desenvolvimento de novos formatos, ferramentas de produção e à capacitação de jovens profissionais.
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Mudanças na Avaliação e Parcerias
A emissora abandonou o uso do Ibope como principal métrica, priorizando a reputação e o engajamento como critérios para a programação e parcerias comerciais. Segundo Maria Ângela de Jesus, a TV Cultura busca consolidar um ecossistema baseado em uma comunidade fiel e conteúdo de valor.
A diretora ressaltou que, apesar das possibilidades comerciais da TV 3.0, a emissora priorizará usos que reforcem a função social da TV aberta, especialmente em regiões com acesso limitado à internet. A estratégia central da emissora será “Somos Cultura”.
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O que é a TV 3.0?
O governo brasileiro assinou, em 27 de agosto de 2025, o decreto que estabelece a TV 3.0 como o novo padrão de televisão aberta no país. A tecnologia, chamada DTV+, deve começar a operar em 2025 em estações experimentais em São Paulo e Brasília.
A meta é expandir o sistema para todo o Brasil até a Copa do Mundo de 2026. A TV 3.0 atualiza o modelo atual (TV 2.0) e combina transmissão tradicional com recursos de internet, transformando qualquer televisor compatível em uma smart TV. O Ministério das Comunicações garante que não haverá desligamento imediato do sistema atual e que a transição será gradual.
Para ter acesso ao novo padrão, será necessário comprar um conversor DTV+ ou adquirir televisores já fabricados com a tecnologia. O conversor usará o sistema MIMO, que opera com múltiplas antenas. Estimativas iniciais indicam preço em torno de R$ 400, com tendência de redução conforme a produção aumentar.
A conexão à internet não será obrigatória. Sem ela, o usuário terá acesso aos conteúdos tradicionais abertos. Com conexão, poderá usar funções interativas e acessar opções ampliadas de programação. A TV 3.0 permitirá imagem em 4K ou 8K (em aparelhos compatíveis), áudio imersivo e ferramentas de acessibilidade ampliadas.
Também habilitará publicidade segmentada e métricas mais modernas para as emissoras. A troca de canais pelo teclado numérico deixará de ser o padrão. O acesso será feito por aplicativos das próprias emissoras, semelhante ao uso de plataformas de streaming.
