Tutora de buldogue que ingeriu mais de 50 pedras de crack é denunciada por maus-tratos em SC
A denúncia destaca a gravidade do caso, com a tutora enfrentando não apenas a perda da guarda da cadela, mas também ações por tráfico de drogas.
A tutora de uma buldogue francês de apenas 3 meses foi denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por maus – tratos, após o animal ingerir mais de 50 porções de crack. A mulher admitiu à polícia que a droga era sua e que utilizou a cadela para esconder o entorpecente.
Além da condenação penal, a promotoria pediu uma indenização mínima de R 38.362,02 pelos danos causados ao animal e a perda definitiva da guarda da filhote.
Segundo as informações da denúncia, os fatos ocorreram no dia 17 de abril, em uma residência localizada em Joinville (SC). A cadela foi levada a uma clínica veterinária apresentando sintomas graves como crises convulsivas, tremores, rigidez muscular e complicações respiratórias e gastrointestinais.
De acordo com a veterinária responsável, após tratamento inicial, a filhote conseguiu vomitar 48 pedras de crack. No entanto, exames posteriores revelaram a presença de pedras renascentes nos rins, que tiveram que ser removidas por meio de endoscopia.
O estado do animal exigiu internação prolongada e transferência para uma unidade de terapia intensiva veterinária.
Investigação sobre tráfico de drogas
A Brigada Militar foi acionada para investigar suspeitas relacionadas ao tráfico de drogas. Durante o depoimento prestado aos policiais, a tutora confessou ser proprietária da droga e revelou que usou a cadela como um meio para ocultá – la. A denúncia também afirma que ela mantinha porções de cocaína em casa com intenção de comercialização.
A promotora Simone Cristina Schultz, responsável pela ação, destacou que o caso expõe um grave quadro de negligência. “O sofrimento físico intenso ao qual a cadela foi submetida representa um risco concreto à sua vida”, afirmou. Além da denúncia por maus – tratos, a tutora enfrenta também uma ação penal por tráfico de drogas.
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Consequências legais
Com base nas evidências apresentadas, as autoridades trabalham para garantir que os direitos do animal sejam respeitados e que medidas cabíveis sejam tomadas contra a tutora. O MPSC busca não apenas responsabilizar a mulher pelos malefícios causados à cadela, mas também assegurar que situações semelhantes não se repitam no futuro.
A situação levantou discussões sobre os cuidados necessários com animais de estimação e as consequências do uso deles para atividades ilícitas. O caso serve como um alerta sobre a responsabilidade dos tutores na proteção e bem – estar dos animais sob seus cuidados.