TSE vai reforçar ações para reduzir abstenção de 21% no 2º turno, diz Kassio

TSE mira eleitores idosos e regiões remotas para reduzir abstenção de 21% no segundo turno.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que a Justiça Eleitoral planeja reforçar as ações para diminuir o índice de abstenção no segundo turno das eleições. A declaração foi feita após a divulgação dos números do primeiro turno, que registraram uma taxa de ausência de pouco mais de 21%.

Para Nunes Marques, o percentual, embora dentro do previsto, não é satisfatório. “Talvez seja preciso intensificar nossas ações, principalmente entre o público da terceira idade”, disse o ministro. A declaração indica que a Corte deve focar em estratégias específicas para estimular o voto entre os idosos, um dos grupos com maior taxa de abstenção histórica.

Metas para o segundo turno

O ministro afirmou que o TSE pretende aperfeiçoar os mecanismos de estímulo ao comparecimento dos eleitores na próxima etapa da votação. Embora não tenha detalhado quais medidas serão adotadas, Nunes Marques sinalizou que a Corte já avalia campanhas de conscientização e possíveis parcerias com órgãos públicos e entidades da sociedade civil.

A declaração ocorre em um momento em que a Justiça Eleitoral busca equilibrar a segurança sanitária com a necessidade de garantir a participação popular. No primeiro turno, a abstenção de 21% foi considerada elevada por analistas, especialmente em um cenário de disputa acirrada.

Para o segundo turno, a expectativa é que o índice caia, já que a polarização costuma mobilizar mais eleitores.

Nunes Marques também destacou que a Corte está atenta às dificuldades logísticas enfrentadas por eleitores em regiões remotas. “Precisamos garantir que ninguém deixe de votar por falta de informação ou de acesso”, completou o ministro, sem dar mais detalhes sobre as ações planejadas.

Contexto histórico e desafios

A abstenção no primeiro turno das eleições de 2026 ficou ligeiramente acima dos 21%, um número que, embora previsível, acendeu um alerta no TSE. Historicamente, o segundo turno costuma registrar uma queda na abstenção, mas a Corte não quer depender apenas da tendência natural.

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O público da terceira idade, citado por Nunes Marques, é um dos que mais enfrentam barreiras, como dificuldade de locomoção e falta de transporte público adequado no dia da votação.

O ministro também lembrou que a Justiça Eleitoral já implementou medidas para facilitar o voto, como a ampliação do horário de funcionamento das seções e a instalação de urnas em locais de fácil acesso. No entanto, ele reconheceu que ainda há espaço para melhorias. “Não podemos nos acomodar.

Cada eleitor que deixa de votar é uma voz que deixa de ser ouvida”, afirmou.

Para o segundo turno, a expectativa é que o TSE anuncie nos próximos dias um pacote de ações focadas na mobilização dos eleitores. Entre as possibilidades estão campanhas publicitárias em rádio e TV, parcerias com aplicativos de transporte para oferecer descontos no dia da votação e a criação de canais de denúncia para problemas de acessibilidade.

Nunes Marques encerrou a declaração reforçando o compromisso da Corte com a democracia. “Nosso objetivo é que o maior número possível de brasileiros exerça o direito ao voto. Vamos trabalhar para isso até o último minuto”, concluiu o ministro, sem dar mais detalhes sobre o cronograma das ações.