TSE define critérios para pesquisas eleitorais após suspensão de levantamento sobre Flávio Bolsonaro
TSE busca regulamentar pesquisas eleitorais para evitar decisões isoladas e garantir transparência nas metodologias.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se reuniu para estabelecer critérios e parâmetros que regem a realização de pesquisas eleitorais. A iniciativa segue a decisão do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de um levantamento da Atlas Intel relacionado ao senador e pré – candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL – RJ.
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O encontro é considerado um esforço para organizar o debate antes da continuação do julgamento sobre a decisão de Nunes Marques, que solicitou mais tempo para deliberar sobre o caso.
A pesquisa que foi barrada indicava uma queda na popularidade de Flávio Bolsonaro após a divulgação de conversas entre ele e Daniel Vorcaro, ex – dono do Banco Master. Ao suspender o levantamento, Nunes Marques justificou sua decisão afirmando que havia questões relacionadas ao uso de um áudio vinculado ao caso Vorcaro durante a entrevista.
Nesse conteúdo, o senador solicita milhões de reais do banqueiro pela produção do filme “Dark Horse”, que retrata a vida do ex – presidente Jair Bolsonaro (PL.
Polêmica sobre metodologia das pesquisas
Aliados de Flávio argumentam que a divulgação do áudio poderia ter influenciado negativamente a percepção dos eleitores em relação ao pré – candidato. A Atlas Intel afirmou que esse áudio foi apresentado apenas no final da entrevista, e somente aos participantes que escolheram registrar suas reações.
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Segundo o instituto, os entrevistados não tinham permissão para voltar a perguntas anteriores ou alterar respostas já dadas.
A situação transformou as metodologias utilizadas nas pesquisas em um novo ponto de tensão no cenário eleitoral. Nos bastidores, integrantes do TSE comentaram à CNN que é necessário estabelecer diretrizes claras para evitar decisões isoladas quanto à publicação de levantamentos durante a campanha.
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Entre os tópicos que deverão ser discutidos estão o uso de áudios e vídeos em entrevistas, a formulação das perguntas e o nível de transparência exigido sobre as metodologias registradas na Justiça Eleitoral.
Posição da Procuradoria – Geral Eleitoral
A Procuradoria – Geral Eleitoral (PGE) também se posicionou sobre o tema. Para o órgão, a intervenção da Justiça Eleitoral deve ocorrer apenas em situações excepcionais, quando houver provas objetivas de quebra de imparcialidade nas pesquisas.
A expectativa no TSE é que, depois da reunião com os institutos de pesquisa, Estela Aranha permita que a ação seja julgada.
Com isso, a análise pelo plenário deve ser retomada em agosto, após o recesso judicial. Integrantes do Ministério Público Eleitoral expressaram preocupação com possíveis efeitos em cascata nos tribunais eleitorais como resultado da decisão do ministro Nunes Marques.
Essas fontes acreditam que essa ordem pode ser referendada pelos demais membros da Corte.