Trump e EUA ameaçam classificar CV e PCC como terroristas! Armadilha eleitoral surge em 2026 e pode abalar o governo Lula. Saiba mais!
A possibilidade de os Estados Unidos classificarem as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas surge como uma das primeiras grandes armadilhas eleitorais para a campanha presidencial de 2026 no Brasil, impulsionada pela candidatura de Donald Trump.
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A situação já está sendo analisada por figuras como Marco Rubio e Mauro Vieira, após uma reunião em 13 de novembro de 2025, conforme imagens divulgadas no X (antigo Twitter).
Embora a violência praticada pelo CV e pelo PCC seja inegável, com atos de extrema brutalidade, ataques a civis e controle territorial através da força, a legislação brasileira não enquadra essas facções como terroristas. A justificativa legal reside no fato de que a lei antiterrorismo brasileira exige uma motivação política clara, com o objetivo de desestabilizar ou derrubar o Estado, o que não se aplica ao foco principal dessas organizações, que é o lucro obtido através do crime organizado.
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Essa distinção legal é crucial para entender o cenário.
O principal risco reside na interpretação política que pode ser dada a essa diferença jurídica. Caso o governo brasileiro explique detalhadamente a legislação ao governo americano, a oposição, liderada pelo senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), pode tentar distorcer a situação, acusando o governo Lula de “proteger” as facções criminosas, mesmo sem fundamentos legais para tal alegação.
Essa manipulação da informação pode ser uma tática comum durante o período eleitoral.
Fontes governamentais indicam que o Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já conversou com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre o assunto. O objetivo principal é evitar que as facções sejam classificadas como Organizações Terroristas Estrangeiras, temendo que isso possa ser usado como justificativa para operações militares na região, em nome do combate ao narcotráfico.
A proposta de classificação, segundo informações do governo Trump, está em fase avançada e será levada ao Congresso americano para aprovação.
Essa estratégia de associar o petista ao crime organizado não é nova. Durante a campanha de 2022, por exemplo, houve tentativas de usar a visita de Lula ao Complexo do Alemão como uma suposta proximidade com o CV. Narrativas anteriores já haviam vinculado o PT e o Foro de São Paulo ao crime organizado na América Latina.
A movimentação diplomática brasileira para evitar a classificação já está sendo discutida em plataformas online, com simplificações que ignoram a complexidade do debate jurídico e diplomático.
A discussão sobre a possível classificação de CV e PCC como terroristas pelos EUA pode se tornar um ponto central no debate político interno brasileiro, especialmente no período pré-eleitoral de 2026. Essa situação apresenta um risco significativo de desinformação e ataques políticos, exigindo uma análise cuidadosa e precisa dos fatos.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.