O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou a proteção do Serviço Secreto para Kamala Harris na quinta-feira (28), conforme documento da CNN.
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Ex-presidentes contam com proteção vitalícia do Serviço Secreto. Contudo, os vice-presidentes possuem a proteção por seis meses, conforme legislação federal.
Kamala Harris encerra seu mandato em 21 de julho.
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A proteção da democracia foi estendida por mais um ano por Joe Biden, que assinou um decreto sobre o tema pouco antes de deixar o cargo, conforme informado por diversas pessoas conhecedoras do documento, que não foi divulgado.
Esta é a ordem que Trump cancelou por meio de uma carta, intitulada “Memorando para o Secretário de Segurança Interna”.
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Você está autorizado a interromper quaisquer procedimentos de segurança previamente autorizados pelo memorando executivo, além daqueles exigidos por lei, para a ex-vice-presidente Kamala D. Harris, a partir de 1º de setembro de 2025, conforme a carta na íntegra.
A Casa Branca e o Serviço Secreto não forneceram resposta imediata aos pedidos de comentários da CNN.
O encerramento do apoio de Trump a Harris acontece quando a democrata inicia uma série de eventos de divulgação de seu livro em diversas cidades, em torno do lançamento de “107 Days”. A obra apresenta memórias sobre sua breve campanha presidencial, com lançamento previsto para 23 de setembro.
Isso a colocará ainda mais sob os holofotes do que nunca, considerando que participou de apenas alguns eventos públicos após deixar o cargo.
A vice-presidente é grata ao Serviço Secreto dos Estados Unidos por seu profissionalismo, dedicação e compromisso inabalável com a segurança, declarou Kirsten Allen, assessora sênior de Harris, à CNN.
Presidentes e candidatos presidenciais sofrem com ameaças à segurança. Registrou-se duas tentativas de assassinato contra Trump durante sua campanha presidencial no ano passado.
Ameaças à segurança de Kamala
A vice-presidente Kamala Harris, segundo pessoas próximas às suas operações de segurança, teve preocupações específicas devido à sua condição de primeira mulher e primeira mulher negra a ocupar o cargo.
Essas preocupações só aumentaram após sua nomeação, relataram fontes próximas às suas operações de segurança à CNN, e ainda estavam em um nível elevado em janeiro, após a campanha, com os sentimentos em relação à eleição ainda intensificados.
Um porta-voz do ex-presidente Joe Biden se recusou a explicar o motivo que o levou a assinar a ordem que estende a proteção de Kamala.
Agora, o que irá desaparecer não são apenas os agentes designados para protegê-la pessoalmente, 24 horas por dia, 7 dias por semana: a proteção do Serviço Secreto inclui análise constante de inteligência de ameaças e cobertura de situações presenciais, e-mails, mensagens de texto e redes sociais.
Devido ao cancelamento de sua equipe de segurança, assessores expressam preocupação com a perda do acesso aos alertas de ameaças, segundo informações de pessoas próximas ao caso.
A residência de Kamala, localizada no centro de Los Angeles, deixará de contar com a proteção de agentes federais.
A montagem de qualquer tipo de proteção desse porte teria um custo elevado, podendo atingir milhões de dólares anualmente.
O vice-presidente da Câmara Americana, Doug Emhoff, teve sua equipe de segurança pessoal desativada em 21 de julho, seguindo o protocolo padrão para cônjuges de ex-vice-presidentes.
Gavin Newsom, governador democrata da Califórnia, recebeu de Kamala a notícia da revogação da proteção em noite de quinta-feira (28).
Uma fonte próxima à CNN informou que a equipe do governador não podia comentar sobre os acordos ou procedimentos de segurança que poderiam ser implementados como alternativas.
Contudo, o representante de Newsom, Bob Salladay, manifestou sua indignação em relação à alteração promovida por Trump.
“A segurança de nossos funcionários públicos jamais deve estar sujeita a impulsos políticos erráticos e vingativos”, declarou Salladay à CNN.
Kamala, residente de Los Angeles, também poderia obter proteção do departamento de polícia da cidade.
A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, e Newsom conversaram na noite de quinta-feira sobre a situação.
“Isto representa mais um ato de vingança após uma longa lista de retaliações políticas, como demissões, revogação de autorizações de segurança e outros”, declarou Karen à CNN em um comunicado.
Isso coloca a ex-vice-presidente em risco e estou aguardando trabalhar com o governador para assegurar que Kamala Harris esteja segura em Los Angeles.
Fonte por: CNN Brasil