O comércio entre o Brasil e os Estados Unidos passou por uma mudança significativa no final de semana. Após a Suprema Corte americana derrubar as tarifas elevadas impostas anteriormente, o ex-presidente Donald Trump reagiu rapidamente. Em 21 de setembro, Trump anunciou um aumento global nas tarifas de importação para 15%, superando os 10% que haviam sido discutidos anteriormente.
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Essa medida tem gerado preocupação no mercado brasileiro, especialmente em relação aos custos de exportação e aos preços internos.
O Governo Brasileiro, liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, se manifestou para tranquilizar o setor produtivo e entender a posição do Brasil nesta nova situação. A prioridade é avaliar como a nova medida afeta o país e buscar soluções para mitigar os impactos negativos.
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Alckmin ressaltou que a situação anterior, com uma sobretaxa de 40%, era mais prejudicial, e que a queda dessa taxa representa um avanço para o Brasil.
A mudança nas tarifas traz benefícios para alguns produtos. O café solúvel, as carnes e frutas, que haviam sido sobretaxados, agora entram na regra global de tarifas. Além disso, máquinas agrícolas e motores, setores essenciais da indústria, recuperam sua competitividade.
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A madeira e os armamentos também se beneficiam da revisão, que antes sofria com a exclusividade da alta taxa.
Apesar do alívio inicial do governo brasileiro, o anúncio de Trump de elevar as tarifas introduz uma nova incerteza. A regra geral para o exportador brasileiro é: tarifa normal do produto mais um adicional global de 15%. O aço e o alumínio permanecem com alíquotas de 50%, somadas ao novo adicional.
A nova medida terá validade inicial de 150 dias, enquanto o governo americano define as tarifas permanentes. Alckmin enfatiza que, se a tarifa é global, o Brasil não perde competitividade relativa frente aos concorrentes, pois todos pagarão os mesmos 15%.
Embora o brasileiro possa sentir indiretamente o impacto da valorização do dólar e dos custos logísticos, o setor industrial respira um pouco melhor sem a pressão da taxa de 40%. Jamille Novaes, redatora e analista de políticas públicas, destaca a importância de simplificar normas complexas do governo federal, oferecendo guias práticos para o cidadão brasileiro.
A situação exige acompanhamento constante para avaliar os efeitos da nova política comercial e buscar estratégias para garantir a competitividade do Brasil no mercado internacional.
