Donald Trump revela sua visão polêmica sobre a Venezuela, destacando oportunidades de lucro no petróleo, mas gerando críticas e incertezas. Clique e saiba mais!
Uma maneira de compreender as ações do presidente Donald Trump em relação à Venezuela é considerar uma das principais diretrizes de seu governo: a busca por oportunidades de lucro. Quando essa resposta é positiva, outros fatores parecem perder relevância.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em suas próprias palavras, Trump acredita que suas ações são motivadas por uma chance de negócio, enquanto críticos o acusam de pilhagem.
Durante uma coletiva de imprensa no sábado (3), Trump afirmou: “O negócio do petróleo na Venezuela tem sido um fracasso, um fracasso total”. Ele destacou que, por um longo período, a produção de petróleo no país foi quase nula em comparação ao potencial.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O presidente comparou a situação da Venezuela a ativos de private equity, que são vistos como oportunidades de reestruturação com lucros a serem retornados aos investidores.
Na mesma coletiva, Trump mencionou que a diferença entre a invasão do Iraque em 2003 e a operação na Venezuela é que, segundo ele, o presidente George W. Bush “não ficou com o petróleo”. Contudo, os planos da administração Trump para a Venezuela permanecem vagos e sem muitos detalhes até o momento.
Entretanto, alguns investidores já estão se posicionando para lucrar. Um trader anônimo apostou U$ 32 mil em um site de apostas em criptomoedas, prevendo a remoção de Maduro até o final de janeiro, e obteve um lucro de US$ 400 mil. Além disso, a Elliott Investment Management, um fundo de hedge, já está envolvida na compra de ativos em dificuldades na Venezuela.
Apesar das oportunidades, a extração de petróleo na Venezuela enfrenta desafios significativos. O petróleo do país é considerado de qualidade inferior, o que torna sua extração e refinamento caros, especialmente em um cenário de preços baixos do petróleo.
Além disso, a instabilidade política é um fator a ser considerado.
Como destacou uma fonte do setor, a produção na Venezuela não é simples e não se compara a operações mais diretas. Embora Trump tenha razão ao afirmar que existem ativos potencialmente lucrativos, os benefícios parecem estar restritos a investidores específicos, enquanto os cidadãos americanos comuns podem não ver vantagens imediatas, já que qualquer melhoria no fornecimento de petróleo levará anos.
Daniel Weiner, diretor do programa de eleições e governo do Centro Brennan, alertou sobre os perigos dessa abordagem, afirmando que a falta de salvaguardas pode resultar em negociações que não beneficiam a população em geral. “Acho que todos estão justificadamente alarmados com isso”, concluiu.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.