Trump retorna à China: Expectativas e Preparativos para Encontro com Xi Jinping

Trump retorna à China em uma visita cercada de expectativas e meticulosos preparativos. O que está reservado para esse encontro histórico? Descubra!

14/05/2026 10:31

4 min

Trump retorna à China: Expectativas e Preparativos para Encontro com Xi Jinping
(Imagem de reprodução da internet).

Visita de Trump à China: Preparativos e Expectativas

Na noite desta quarta-feira (13), que corresponde à manhã de quinta-feira (14) na China, o presidente Xi Jinping descerá os 39 degraus cobertos por um tapete vermelho em frente ao Grande Salão do Povo, um importante marco político na capital chinesa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cada passo de Xi será cronometrado para que ele possa passar por altos funcionários das delegações chinesa e americana, chegando a um ponto específico no tapete vermelho logo após a chegada de seu convidado. Assim que o momento certo chegar, a música cerimonial começará a tocar.

Esse nível de planejamento, que já foi demonstrado durante a primeira visita de Trump a Pequim em 2017, será novamente evidenciado, com a expectativa de que o presidente americano visite o Templo do Céu e Zhongnanhai, a sede secreta do Partido Comunista Chinês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

William Klein, um diplomata americano aposentado que ajudou a organizar a visita de Trump em 2017, destacou a meticulosidade dos chineses em seus planejamentos. Conversar com um líder tão imprevisível quanto Trump representa um grande desafio logístico para aqueles que prezam pela precisão.

Sarah Beran, ex-diplomata sênior dos EUA que também participou da visita anterior de Trump à China, comentou que a espontaneidade do presidente americano pode ser difícil de controlar, especialmente após seu recente encontro com a primeira-ministra japonesa, onde fez piadas sobre eventos históricos delicados.

Leia também

Expectativas e Preparativos

Beran previu que Pequim restringiria o acesso da mídia para evitar que declarações improvisadas fossem amplamente divulgadas. Nos bastidores, diplomatas de ambos os países têm trabalhado intensamente para elaborar resultados concretos e refinar as mensagens políticas.

Do lado chinês, cada detalhe é cuidadosamente planejado, pois nada pode dar errado durante os eventos públicos. O objetivo é apresentar seu líder da melhor forma possível, ao mesmo tempo em que se assegura que o convidado se sinta respeitado.

Durante a visita anterior de Trump, em 2017, ele foi agraciado com um tour privado pela Cidade Proibida e uma cerimônia de boas-vindas com a participação de crianças. Agora, a presença de Trump na China, em um momento de turbulência global, já é considerada uma vitória para Pequim.

Uma fonte chinesa comentou que a possibilidade de um encontro pessoal entre os dois líderes é uma conquista significativa.

Mudanças no Cenário Político

Desde a visita de 2017, o cenário político global mudou drasticamente. Naquela ocasião, cada detalhe da visita foi meticulosamente planejado para criar uma atmosfera acolhedora e dissipar desconfianças. Xi Jinping pessoalmente guiou Trump pela Cidade Proibida, proporcionando uma apresentação privada de ópera de Pequim.

Os guardas de honra, rigorosamente selecionados, foram preparados para a recepção de Trump na Praça Tiananmen, com a presença de crianças para dar um toque especial ao evento.

Apesar das tensões comerciais e da guerra em curso com o Irã, Pequim fez gestos diplomáticos amistosos antes da visita de Trump, como o envio de pandas-gigantes para o Zoológico de Atlanta e a aprovação da exibição de filmes de Hollywood nos cinemas chineses.

Esses gestos foram vistos como uma tentativa de fortalecer os laços entre os EUA e a China.

Preparação para o Encontro

Quase uma década se passou desde a última visita de Trump a Pequim, e a cidade agora está mais preparada para recebê-lo. Com uma estratégia voltada para a autossuficiência econômica e ferramentas mais robustas para lidar com sanções, Pequim busca mostrar ao mundo que pode manter um bom relacionamento com Trump.

Espera-se que Xi Jinping tenha uma presença marcante como anfitrião, contrastando com o estilo mais intuitivo do presidente americano.

As autoridades chinesas realizaram extensas pesquisas para se prepararem para possíveis surpresas da equipe americana. Klein explicou que os funcionários chineses se sentem desconfortáveis com ambiguidades e tentam definir a agenda e os tópicos a serem abordados, evitando discussões sobre assuntos que não desejam tratar.

Essa abordagem reflete a preocupação em manter o controle durante as interações com o líder americano.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!