Retorno de Trump e a Questão Nuclear Iraniana
O retorno de Donald Trump à política externa dos Estados Unidos reacendeu o debate sobre a questão nuclear do Irã, com imposições que especialistas consideram praticamente inaceitáveis para o regime de Teerã. As exigências são amplas e visam não apenas o programa nuclear, mas também a estratégia de defesa regional do país.
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Trump estabeleceu três condições principais ao Irã. A primeira é a completa desistência do programa nuclear, incluindo o enriquecimento para fins civis, algo que o Irã considera um direito soberano e nunca aceitou abrir mão. A segunda condição envolve o abandono do programa de mísseis balísticos convencionais, que o Irã vê como essencial para sua defesa e dissuasão.
A terceira exigência é a interrupção do apoio a milícias aliadas em países árabes, como o Hezbollah no Líbano e grupos no Iraque e na Síria. Para o Irã, esse eixo de aliados é vital para sua influência no Oriente Médio.
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Cooperação com a Rússia e Desenvolvimento Nuclear
Uma das principais preocupações dos serviços de inteligência dos EUA é a colaboração entre Irã e Rússia no desenvolvimento militar. Há especulações de que, em troca de drones e mísseis iranianos para a guerra na Ucrânia, a Rússia possa estar ajudando o Irã a avançar em sua tecnologia nuclear, incluindo a produção de ogivas.
Embora Trump tenha afirmado ter “destruído” a capacidade nuclear iraniana em bombardeios em junho, ele voltou a enfatizar a necessidade de conter o programa nuclear do país, gerando contradições em seu discurso. Informações de serviços secretos indicam que o Irã continuou a desenvolver seu programa nuclear de forma subterrânea, mesmo após os ataques.
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Analistas acreditam que o Irã dificilmente aceitará as condições impostas por Trump, uma vez que a independência em relação a potências estrangeiras é fundamental para a legitimidade do regime. As capacidades militares, tanto convencionais quanto nucleares, são vistas como essenciais para a sobrevivência do país em um cenário regional hostil.
