Trump promete agir para encerrar a guerra no Sudão
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que usará a “influência da presidência para pôr um fim imediato” ao conflito no Sudão. Segundo o ACNUR, a guerra já deslocou quase 12 milhões de pessoas. Essa é uma evolução importante em uma crise que parece longe de ser resolvida, embora alguns especialistas tenham um otimismo cauteloso sobre a intervenção do presidente americano.
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Apesar disso, os analistas alertam que alcançar uma solução duradoura para o conflito é um desafio complexo. Trump, que se posiciona como um pacificador, afirmou que não planejava se envolver, mas mudou de ideia após um pedido do príncipe herdeiro saudita, Mohammad bin Salman.
Em um evento em Washington, DC, ele reconheceu a importância da questão para seus aliados.
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Contexto do conflito no Sudão
A guerra entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF) já dura mais de dois anos, resultando em milhares de mortes e na maior crise humanitária do mundo. Ambos os lados enfrentam acusações de crimes de guerra, e o governo Biden classificou as ações das RSF como genocídio.
Os EUA têm colaborado com a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Egito para tentar mediar o fim dos combates e promover uma transição democrática no Sudão. Os esforços anteriores do governo Trump foram liderados pelo enviado especial Massad Boulos, mas a Casa Branca se manteve distante das negociações até o recente compromisso de Trump.
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Desafios e pressões externas
Embora a intervenção de Trump tenha gerado otimismo, ainda não está claro como ele pretende usar sua influência. Os esforços diplomáticos permanecem estagnados, e a rejeição de uma proposta de cessar-fogo pelo general sudanês indica a falta de progresso.
Especialistas acreditam que não há sinais de uma nova estratégia em Washington.
O conflito é exacerbado por apoio externo, e há pedidos para que os EUA aumentem a pressão sobre os Emirados Árabes Unidos, acusados de fornecer armas às RSF. No entanto, os Emirados negam essas alegações. A diretora do centro de pesquisa Confluence Advisory, Kholood Khair, destacou que os interesses dos EUA na região podem dificultar uma pressão mais firme sobre seus aliados.
Além disso, a Organização Trump tem laços comerciais com os Emirados, o que pode influenciar a postura do presidente. O Secretário de Estado, Marco Rubio, mencionou a necessidade de agir para interromper o apoio às RSF, mas a administração Trump ainda não tomou uma posição pública forte sobre o assunto.
O analista Cameron Hudson acredita que Trump está em uma posição única para mediar entre as potências envolvidas, mas ressalta que ele pode não estar preparado para lidar com os detalhes da política sudanesa. Jeffrey Feltman, ex-enviado especial dos EUA para o Chifre da África, considerou os comentários de Trump como “promissores” e “encorajadores”.
