Trump impõe ultimato ao Irã e ameaça ataque sem precedentes no Oriente Médio! Crise se agrava com retaliações e risco de escalada global.
Após quatro semanas de conflito no Oriente Médio, o cenário internacional se mantém marcado por declarações e ameaças, gerando grande incerteza. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um ultimato de 48 horas ao Irã, exigindo a abertura do Estreito de Ormuz, com a promessa de um “ataque sem precedentes”.
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Essa postura, no entanto, foi rapidamente revisada.
O Irã, por sua vez, intensificou sua posição, mantendo o controle da rota marítima que representa 20% do volume de petróleo transportado globalmente. Segundo o analista internacional Henrique Gomes, doutorando da Universidade Federal de Minas Gerais, o erro fundamental dos Estados Unidos foi subestimar a capacidade militar e a resiliência do Irã. “Os Estados Unidos, ao iniciar esse conflito, não avaliaram corretamente a força do Irã”, afirmou.
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Gomes descreve a situação como um “jogo da galinha” (chicken game), uma teoria dos jogos que envolve duas partes que se desafiam mutuamente. “O Irã está apostando muito ao controlar o estreito, sabendo que as consequências são globais, mas também ciente de que ceder agora o colocaria em uma posição de derrota”, explica.
O analista ressalta que, até o momento, os Estados Unidos foram os que cederam, com Trump abandonando a ameaça de ataque após o Irã não atender ao ultimato.
Além dos ataques à cidade velha de Jerusalém, que surpreenderam o analista, Gomes destaca o perigo que essa ação representa para o Irã. “Atingir locais como o Domo da Rocha ou o Santo Sepulcro, que são cidades sagradas para as três religiões abraâmicas, pode gerar um conflito de proporções globais”, pondera.
Ele acredita que a Rússia e a China, com suas estratégias de longo prazo, são mais propensas a evitar uma escalada do conflito.
Em relação a um possível prazo de cinco dias para negociações anunciado por Trump, Gomes acredita que uma trégua é possível, mas não um cessar-fogo definitivo. “O Irã está determinado a mostrar sua força e não ceder”, afirma. Ele também destaca o papel assertivo do presidente Lula na Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), defendendo a soberania dos países e combatendo o imperialismo americano, em referência ao episódio em que o Brasil se recusou a participar da guerra do Iraque.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.