Em declaração feita nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, o presidente dos Estados Unidos, republicano, surpreendeu ao sugerir que poderia concorrer às eleições presidenciais da Venezuela, desafiando a atual presidente interina, Delcy Rodríguez, do partido Movimento Social Venezuelano (MSV, esquerda).
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A revelação ocorreu durante uma entrevista coletiva, onde o mandatário expressou sua crença no apoio popular.
Trump afirmou que, após deixar o cargo, consideraria a possibilidade de se candidatar à presidência da Venezuela, confrontando diretamente Delcy Rodríguez. “É uma opção. Eles gostam de mim na Venezuela”, declarou, indicando um sentimento de receptividade entre os eleitores venezuelanos.
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A declaração gerou reações imediatas, levantando questões sobre a viabilidade de uma candidatura estrangeira.
A Constituição da República Bolivariana da Venezuela estabelece que apenas cidadãos venezuelanos nascidos no país, sem outras nacionalidades, podem ocupar o cargo de Presidente. O artigo 227 detalha essa exigência, reforçando a necessidade de filiação à nação venezuelana para o exercício da função executiva.
Essa restrição legal dificulta a possibilidade de Trump concorrer, apesar de suas declarações.
O presidente também mencionou o sucesso do seu governo no controle da produção de petróleo no país, e sinalizou interesse em replicar essa estratégia no Irã. Essa declaração reflete uma avaliação da capacidade de influência dos Estados Unidos em outros mercados energéticos globais.
A aproximação entre Washington e Caracas, iniciada após a captura do então líder, em 3 de janeiro, e a avaliação positiva da relação por parte de Delcy Rodríguez, em 13 de fevereiro, também foram abordadas.
Trump expressou a intenção de visitar o país sul-americano, embora não tenha divulgado uma data específica, e convidou a líder venezuelana a visitar Washington. A situação política e diplomática entre os dois países continua em evolução, com a possibilidade de novas negociações e acordos em curso.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.
