Trump intensifica revogação de cidadania nos EUA e mira 17 indivíduos em nova operação
O Departamento de Justiça dos EUA revoga a cidadania de 17 indivíduos, intensificando a campanha de desnaturalização sob o governo Trump. Entenda os detalhes!
Revogação de Cidadania nos EUA
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (8) a revogação da cidadania de 17 indivíduos em todo o país. Essa ação representa um novo capítulo na abordagem sem precedentes do governo Trump em relação a cidadãos naturalizados.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Desde que Donald Trump reassumiu a presidência, sua administração tem intensificado a campanha de desnaturalização, focando em cidadãos americanos nascidos no exterior que são acusados de obter a cidadania de maneira fraudulenta.
As autoridades informam que algumas das pessoas alvo da operação mais recente enfrentam acusações de fraude e abuso sexual de menores. A desnaturalização, que é o processo de revogação da cidadania de um cidadão naturalizado americano, é um procedimento raro e deve ser realizado em um tribunal federal.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Historicamente, os EUA revogaram a cidadania por diversas razões, que vão desde mentir sobre a data de chegada, idade ou estado civil até questões políticas.
Durante a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, houve uma revisão dos casos de naturalização de americanos de origem alemã que demonstravam apoio ao nazismo. No governo Biden, o Departamento de Justiça apresentou 24 casos de revogação de cidadania, conforme informações de um funcionário do órgão.
Leia também
No entanto, o governo Trump já superou esse número no último ano, incluindo ações em maio para cassar a cidadania de uma dúzia de indivíduos.
“Obter a cidadania americana é um privilégio e, sob a firme liderança do Presidente Trump, este Departamento de Justiça mantém uma política de tolerância zero para o abuso deste processo”, declarou o Procurador-Geral interino Todd Blanche em um comunicado.
O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, ressaltou que o governo “continuará a utilizar todos os meios legais para revogar a cidadania e deportar estrangeiros”.