O presidente dos Estados Unidos, do Partido Republicano, reiterou na segunda-feira, 23 de dezembro de 2025, a necessidade dos EUA de possuir a Groenlândia, justificando a medida por razões de segurança nacional. Segundo ele, a presença de embarcações russas e chinesas na região estratégica torna o território crucial para os interesses americanos. “Precisamos da Groenlândia para a segurança nacional, e não apenas por seus minerais.
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Ao observar a costa da ilha, tanto acima quanto abaixo, é possível identificar a presença constante de navios de outras nações. É fundamental que a possamos ter”, declarou em Palm Beach, na Flórida.
Nomeação de Enviado Especial
Na mesma data, Trump nomeou o governador da Louisiana, John Landry, como enviado especial para a Groenlândia. Essa decisão gerou críticas da Dinamarca e do governo groenlandês. Landry, que ocupa o cargo desde janeiro de 2024, expressou seu apoio à proposta de anexação, afirmando em seu perfil no X que é “uma honra servir” em uma posição voluntária para “tornar a Groenlândia parte dos EUA”.
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Ele ressaltou que a nomeação não interfere em suas responsabilidades como governador.
Reação da Dinamarca e Groenlândia
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Nielsen, e o primeiro-ministro da Groenlândia, Kaj Mølbak, divulgaram uma declaração conjunta, rejeitando a iniciativa. “Não é possível anexar outro país, independentemente do argumento de segurança internacional.
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A Groenlândia pertence aos groenlandeses”, afirmaram. Nielsen também se manifestou separadamente, minimizando o impacto do anúncio, indicando que a situação se resolveu com um novo comunicado do presidente americano.
Importância Estratégica da Ilha
Com cerca de 57 mil habitantes, a Groenlândia possui o direito de declarar independência, desde que um acordo firmado em 2009. No entanto, a ilha depende da pesca e de subsídios da Dinamarca. Sua localização, entre a Europa e a América do Norte, a torna estratégica para o sistema de defesa antimísseis dos EUA.
Reação Diplomática
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Jakob Rasmussen, anunciou que convocará o embaixador norte-americano, David Hale, que havia prometido “respeito mútuo” durante uma visita recente à Groenlândia. “De repente surge um representante especial com a missão de assumir a Groenlândia.
Isso é completamente inaceitável”, declarou Rasmussen.
Em resposta, o governo Trump intensificou a pressão sobre Copenhague ao suspender licenças de cinco grandes projetos de energia eólica offshore na costa leste dos EUA, incluindo dois da estatal dinamarquesa Orsted. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Nielsen, classificou a situação como delicada, mencionando que aliados de longa data estão colocando a Dinamarca nessa posição.
