Ameaças de Donald Trump ao Irã Aumentam
Na quarta-feira, 28 de abril de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou suas ameaças ao Irã. Ele sugeriu que, caso o país não atenda a uma série de exigências, enfrentará um ataque “rápido e violento”. O mandatário republicano afirmou ter enviado uma “grande frota” para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35, destacando que esse equipamento é maior do que o enviado à Venezuela.
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Trump exige que o governo iraniano negocie um acordo nuclear que seja “justo para todas as partes”, mas deixa pouco espaço para uma recusa. “Como eu disse antes, faça um acordo”, declarou. Esse ataque, segundo ele, teria como alvo instalações nucleares do Irã, onde estão localizadas centrífugas para enriquecimento de urânio e reatores.
Reações do Secretário de Estado e Autoridades Iranianas
Na mesma data, o secretário de Estado americano reforçou as ameaças, afirmando que os recentes protestos no Irã podem ressurgir. Ele destacou que o regime iraniano está mais enfraquecido do que nunca e que não consegue responder às demandas centrais dos manifestantes, que incluem o colapso da economia.
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As autoridades iranianas, por sua vez, rejeitaram a ideia de negociar sob pressão dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que as conversas só poderão ocorrer se as ameaças e demandas forem deixadas de lado. “Não houve nenhum contato entre mim e o senhor Witkoff nos últimos dias, nem um pedido de negociações por nossa parte”, declarou Araghchi.
Demandas e Advertências do Irã
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Trump deve buscar “uma paz verdadeira”. Ele ressaltou que negociar sob ameaças de guerra não resolverá nada e atribuiu a culpa às “pressões tirânicas” das sanções americanas.
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Ghalibaf também alertou que o Irã retaliará caso seja atacado, colocando em risco milhares de militares americanos.
Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, ameaçou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o início de uma guerra, provocando uma resposta militar do país. Enquanto isso, autoridades americanas e europeias pedem o fim permanente de todo o enriquecimento de urânio, limites no alcance e na quantidade dos mísseis balísticos de Teerã, além do término do apoio a grupos de milícias no Oriente Médio, como Hamas e Hezbollah.
