Trump garante que EUA não precisam de tropas no Irã e destaca sucesso de bombardeios

Donald Trump afirma que os EUA não precisam de tropas no Irã, destacando o sucesso dos bombardeios. A tensão no Oriente Médio aumenta com ameaças iranianas.

(Imagem de reprodução da internet).

Trump Afirma que EUA Não Precisam de Tropas no Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (3) que o país não necessita de tropas em território iraniano, citando o êxito das campanhas de bombardeio que se estenderam por meses. Em entrevista ao podcast do jornal New York Post, Trump afirmou: “Não precisamos de tropas em solo agora.

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Conseguimos dizimar grande parte das forças armadas deles apenas com bombardeios. Não colocamos ninguém em solo iraniano.”

Trump também ressaltou: “Você não quer fazer isso se puder evitar.” Enquanto isso, veículos de comunicação iranianos relataram que o principal negociador do país ameaçou uma intensificação do conflito, caso os ataques de Israel ao Líbano persistam.

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Na terça-feira (2), a agência de notícias semioficial Mehr informou que a proposta final do Irã para um acordo de cessar-fogo provisório com os EUA ainda está em discussão, indicando que as negociações foram retomadas após a agência estatal Tasnim ter noticiado, na segunda-feira (1º), que elas haviam sido interrompidas devido aos ataques contínuos de Israel a Beirute.

Conflito e Retaliações no Oriente Médio

Em uma publicação na rede social X, o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, sugeriu que o Irã poderia ir além da diplomacia e confrontar Israel se os ataques ao Líbano continuassem. Desde meados de março, Trump tem afirmado repetidamente que está próximo de assinar um acordo de paz, embora isso ainda não tenha ocorrido.

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Apesar do cessar-fogo, o Irã e os EUA se confrontaram diversas vezes na última semana.

Enquanto isso, o chefe da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, Esmaeil Qaani, ameaçou expandir o bloqueio do Estreito de Ormuz, um ponto estratégico na entrada do Mar Vermelho. Teerã já havia bloqueado o tráfego marítimo no Golfo Pérsico, uma região que, antes da guerra, respondia por um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, o que resultou em um aumento significativo nos preços.

Impactos do Conflito

O que está acontecendo no Oriente Médio? Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã, um conflito que começou em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países ocorreu em Teerã, resultando na morte de várias autoridades de alto escalão do regime iraniano.

Os EUA alegam ter atingido alvos militares, incluindo sistemas de defesa aérea e aeronaves.

Em retaliação, o regime iraniano lançou ataques contra países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e de Israel nessas nações. Desde o início da guerra, mais de 1.900 civis morreram no Irã, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA.

A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos.

Consequências e Novas Lideranças

O conflito também se intensificou com o Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, que retaliou a morte de Ali Khamenei. Em resposta, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra alvos que considera do Hezbollah no Líbano, resultando na morte de mais de três mil pessoas no território libanês desde então.

Após a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo.

Especialistas apontam que essa nova liderança representa uma continuidade da linha dura do regime. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, afirmando que precisava estar envolvido no processo e considerando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.