Trump expõe ultimato à China sobre Estreito de Ormuz e agenda com Xi em risco! Crise no Oriente Médio afeta preço do petróleo.
O presidente dos Estados Unidos, republicano, manifestou no domingo, 15 de março de 2026, a necessidade de uma intervenção chinesa para desbloquear o Estreito de Ormuz, condicionando sua viagem a Pequim, agendada para 31 de março, a uma demonstração de compromisso com a resolução do conflito.
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Em entrevista à mídia, Trump enfatizou que o encontro com o presidente chinês, do Partido Comunista da China, poderia ser adiado caso o governo chinês não se envolvesse ativamente na situação.
O líder da Casa Branca ressaltou que a China seria uma das maiores beneficiadas com a liberação do estreito, considerando que “90% do seu petróleo provém do estreito”. Ele argumentou que é “justo” que os países que se beneficiam do estreito contribuam para garantir a segurança e evitar incidentes.
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A região é crucial para o país asiático, sendo a origem de aproximadamente 40% das importações de petróleo da China.
Desde os primeiros dias da guerra entre EUA e Israel, iniciada em 28 de fevereiro, o Estreito de Ormuz tem sido palco de tensões. A região concentra cerca de 25% do fluxo comercial global de petróleo e seu bloqueio já provocou um aumento significativo no preço do barril da commodity.
O bloqueio é uma estratégia iraniana para pressionar os EUA a cessarem os ataques.
A China tem mantido uma postura de distância do conflito no Oriente Médio, concentrando sua influência no campo diplomático, pressionando por um cessar-fogo e condenando as ações de ambos os lados. O governo chinês ainda não confirmou se pretende ajudar os EUA a liberar Ormuz ou se o encontro entre Xi e Trump pode ser adiado.
Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, destacou a importância estratégica da reunião entre os chefes de Estado.
A pressão de Trump por apoio internacional para liberar o estreito se estende além da China. O presidente norte-americano expressou a preocupação com o futuro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), alertando que a aliança militar, que inclui EUA, Canadá e 30 países europeus, enfrentará sérias dificuldades caso receba uma resposta negativa à sua solicitação de apoio militar no Oriente Médio.
Ele colocou em xeque o futuro da aliança caso a resposta seja considerada negativa.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.