Trump encerra programas de educação militar em Harvard e gera polêmica com o Pentágono

Pete Hegseth, chefe do Pentágono, anuncia o fim dos programas de educação militar em Harvard, intensificando tensões entre Trump e a universidade. Entenda os impactos!

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(Imagem de reprodução da internet).

Encerramento de Programas de Educação Militar em Harvard

Na sexta-feira (6), Pete Hegseth, chefe do Pentágono, anunciou o fim dos programas de educação militar profissional, bolsas de estudo e certificações com a Universidade de Harvard. Essa decisão representa um novo passo da administração Trump contra a instituição.

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O governo do presidente Donald Trump tem adotado uma postura crítica em relação a universidades renomadas, como Harvard, em diversos temas, incluindo protestos pró-Palestina e políticas de diversidade.

“A partir de agora e para o ano letivo de 2026-27, estou descontinuando todos os programas de Educação Militar Profissional (PME) de pós-graduação, além de bolsas de estudo e certificações entre Harvard e o Departamento de Guerra para militares da ativa”, declarou Hegseth, que possui mestrado pela Harvard Kennedy School, em entrevista à emissora X.

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Essa política afetará novos inscritos, enquanto os alunos já matriculados poderão concluir seus cursos.

Hegseth também mencionou que o Pentágono irá revisar parcerias semelhantes com outras instituições de ensino superior nas próximas semanas. Defensores dos direitos humanos expressaram preocupações sobre liberdade de expressão e acadêmica em relação às ações do governo contra universidades.

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Um porta-voz de Harvard destacou que a universidade tem uma longa história de colaboração com as forças armadas dos EUA.

Tensões Persistem entre Trump e Harvard

A Universidade de Harvard já havia processado o governo Trump anteriormente, contestando tentativas de congelar o financiamento federal. Hegseth acusou Harvard de “ativismo de ódio contra os Estados Unidos” e fez referências a antissemitismo em relação aos protestos pró-Palestina.

Manifestantes, incluindo grupos judaicos, argumentam que o governo confunde críticas ao ataque de Israel em Gaza com antissemitismo.

Harvard condenou a discriminação em seu campus e, no ano passado, suas forças-tarefa contra o antissemitismo e a islamofobia relataram que judeus e muçulmanos enfrentaram intolerância após o início do conflito em Gaza, que se intensificou após um ataque do Hamas em outubro de 2023.

As tentativas de Trump de congelar fundos federais para Harvard enfrentaram desafios legais, e até agora, não houve acordo entre as partes.

Recentemente, Trump afirmou que seu governo busca US$ 1 bilhão de Harvard para encerrar investigações sobre as políticas da universidade. Algumas instituições da Ivy League chegaram a acordos com o governo Trump, como a Universidade Columbia, que concordou em pagar mais de US$ 220 milhões, e a Universidade Brown, que aceitou um pagamento de US$ 50 milhões para apoiar o desenvolvimento da força de trabalho local.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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