Trump eleva sobretaxa para 15% em resposta à Suprema Corte; entenda as consequências!

Donald Trump eleva sobretaxa para 15% em resposta à Suprema Corte dos EUA! Descubra como essa decisão impacta o comércio global e os consumidores.

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(Imagem de reprodução da internet).

Trump Aumenta Sobretaxa para 15% em Resposta à Suprema Corte dos EUA

Menos de 24 horas após a divulgação de uma nova tarifa global de 10%, o presidente Donald Trump anunciou no sábado (21) um aumento para 15%. A nova taxa entrará em vigor à meia-noite da próxima terça-feira (24), conforme comunicado da Casa Branca na sexta-feira (20).

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Trump fundamenta essa decisão na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que limita a alíquota máxima a 15%.

No comunicado, o governo americano listou algumas mercadorias que estarão isentas da sobretaxa. Entre elas estão: certos minerais críticos, metais usados em moedas e lingotes, produtos energéticos, recursos naturais e fertilizantes que não podem ser cultivados ou extraídos nos EUA, além de produtos agrícolas como carne bovina, tomates e laranjas.

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Impactos das Novas Tarifas

Segundo Joe Brusuelas, economista-chefe da RSM US, a nova taxa de 15% é mais benéfica para muitos países em comparação com as tarifas anteriores. O Brasil, que enfrentava taxas de até 50%, agora terá alíquotas reduzidas, assim como Canadá, China, Índia, Indonésia, México e África do Sul.

Por outro lado, países como Argentina, Austrália, Arábia Saudita e Reino Unido enfrentarão tarifas mais altas.

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Kyle Handley, professor de economia da Universidade da Califórnia, em San Diego, afirmou que Brasil, Índia e outros países asiáticos que firmaram acordos comerciais com Trump são “vencedores temporários”. Ele destacou que o governo ainda pode impor novas tarifas a setores específicos.

Consequências para o Comércio e Consumidores

Varejistas como Walmart, Target, Costco e Amazon devem se beneficiar das tarifas mais baixas, enquanto empresas de eletrodomésticos, como Home Depot, Lowe’s e IKEA, foram severamente impactadas. Embora as tarifas sobre aço e alumínio permaneçam inalteradas, as de autopeças foram “recíprocas”, o que é positivo para montadoras como GM, Ford e Toyota.

Apesar das tarifas reduzidas, os consumidores que já pagaram preços elevados por diversos produtos podem não perceber uma diminuição significativa. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, expressou dúvidas sobre reembolsos para importadores individuais, afirmando que “o povo americano pode não ver isso”.

Handley também mencionou que, embora os preços nas lojas possam cair com a venda do estoque importado, “não haverá muito alívio” e a incerteza continuará para muitas empresas e parceiros comerciais.

Ele concluiu que não está claro se o presidente ainda possui a flexibilidade necessária para negociar acordos específicos com cada país, setor por setor, sugerindo que essa era pode ter chegado ao fim.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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