Trump e Xi Jinping se encontram em Pequim: Brasil enfrenta novos desafios comerciais

Analistas apontam que acordos entre EUA e China sobre petróleo, soja e terras raras podem afetar exportações brasileiras.

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Foto: Reprodução
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Encontro entre EUA e China em Pequim Suscita Preocupações Comerciais Globais

O encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, nesta semana, em Pequim, promete gerar impactos significativos no cenário geopolítico mundial e nos fluxos comerciais internacionais.

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Embora o Brasil não esteja diretamente envolvido nas principais disputas geopolíticas, como as envolvendo Taiwan e a guerra no Irã, o país pode enfrentar desafios caso as iniciativas comerciais do presidente americano, Donald Trump, se concretizem.

Trump busca ampliar o acesso da economia chinesa às empresas americanas, o que representa uma ameaça para o Brasil, concorrente direto no mercado chinês. Uma das propostas em discussão é a retomada das exportações de petróleo e gás dos Estados Unidos para a China, um ponto que pode alterar o cenário energético global.

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Retomada do Comércio de Petróleo e Impacto no Brasil

Dados indicam que a China não importa petróleo cru dos EUA desde junho de 2025, em resposta à guerra tarifária iniciada em março do ano passado. Essa medida resultou em uma perda de cinco vezes a arrecadação com a venda da commodity para a China em 2025, em comparação com 2024.

No entanto, o Brasil se manteve como um parceiro importante no setor petrolífero, com exportações superiores às norte-americanas desde 2024, impulsionadas pelo fim do canal de importação de petróleo dos EUA para a China.

Disputa na Área Agrícola e Benefícios para o Brasil

A disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos se estende ao setor agrícola, onde a soja brasileira superou a norte-americana em volume nos últimos dois anos. Contudo, em março deste ano, os EUA retomaram a liderança, um cenário que não ocorria desde fevereiro de 2025.

Essa dinâmica beneficiou o Brasil, que registrou um recorde de receitas com soja em 2025 (US$ 36,9 bilhões). A China, por sua vez, puniu os EUA com a suspensão de importações devido às tensões comerciais.

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Terras Raras: Oportunidade para o Brasil

No setor de mineração, a situação é diferente. A comitiva norte-americana em Pequim inclui executivos de grandes empresas de tecnologia dos EUA, indicando o interesse em um acordo duradouro para garantir o abastecimento de terras raras – materiais essenciais para a fabricação de chips e ímãs.

A China concentra 90% do refino mundial, o que lhe confere uma vantagem estratégica. Se um acordo não for alcançado conforme desejado pelos EUA, o Brasil, com a segunda maior reserva de terras raras do planeta, pode se tornar a opção mais viável para abastecer as indústrias norte-americanas, com potencial para qualificar seu parque de refino com apoio tecnológico americano.

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