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Trump e Netanyahu Alimentam Crise no Oriente Médio com Ações Imprevistas

Escalada no Oriente Médio: Ataques e Implicações Globais! EUA e Israel atacam Irã, gerando crise e incertezas. Bombardeios no Líbano, mísseis iranianos em Israel. Analistas alertam: Trump enfraquecido e conflitos no centro da política!

Por: Bianca Lemos

03/03/2026 14:33

5 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Escalada no Oriente Médio: Ataques e Implicações Globais

Ações coordenadas entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, resultando em múltiplas perdas de vidas, desencadearam uma escalada de proporções ainda incertas no Oriente Médio. Bombardeios se espalham pelo Líbano, enquanto mísseis iranianos atingem Israel, gerando uma situação de crise que preocupa analistas internacionais. “Donald Trump retorna ao poder de certa forma enfraquecido e controlado pela ala do Partido Republicano que ele confrontava originalmente”, observa Hugo Albuquerque, analista geopolítico, em entrevista à Rádio Brasil de Fato.

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Ele destaca que a extrema direita estadunidense, historicamente inclinada ao isolacionismo, agora é liderada por Trump, que se vê arrastado para conflitos que se tornaram um elemento central na política governamental.

Albuquerque ressalta que Israel não possui capacidade de enfrentar o Irã por um período prolongado sem o apoio americano. A doutrina militar dos Estados Unidos e Israel no Oriente Médio, que previa que, em caso de disparo do Irã, a resposta imediata viria de Israel, revelou-se problemática nas últimas ocasiões.

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O analista sugere que o Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, utilizou sua influência dentro da política americana, incluindo conexões reveladas, para convencer os EUA a se envolverem no conflito.

“O Trump perdeu o controle do governo e fez algo que ele não poderia fazer: uma guerra sem planejamento no Oriente Médio, para a qual ele não tinha consenso na cúpula do governo dele. A cúpula imediata não queria, mas eles foram arrastados pelos não”, explica Albuquerque.

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O analista detalha os riscos do cenário no Oriente Médio, considerando-o o local mais perigoso do planeta para um conflito dessa magnitude, devido à sua importância como principal fornecedora de energia e base econômica global. “O dólar é o dólar porque ele compra petróleo.

Entender como um país funciona hoje no planeta Terra é saber quanto petróleo ele consome por dia. É um cálculo diabólico, porque todo governante tem uma arma apontada para a cabeça: a necessidade de abastecer seu próprio país.”

Albuquerque enfatiza que o ataque à Assembleia dos 88 aiatolás, que deveriam escolher o sucessor de Khamenei, representa um cenário grave. “Parece que o interesse é jogar o Irã no caos. Talvez o Trump ache que isso vai neutralizar o Irã, mas quem conhece o Oriente Médio sabe que, confirmadas essas mortes, isso vai jogar mais querosene na fogueira.

A gente não sabe onde isso pode parar.” Ele adverte que potências mundiais podem ser arrastadas para o conflito de forma irreversível. “Não vejo como a China pode se manter neutra e pacífica. É um momento muito preocupante, muito aterrador. Acredito que podemos ter uma escalada na universalização desse conflito.”

Os efeitos econômicos já começam a ser sentidos. “A Europa foi atingida porque substituiu o gás da Rússia pelo gás do Catar, e isso está interrompido agora. Os efeitos vão ser sentidos na vida cotidiana de todos os seres humanos do planeta. Os brasileiros serão afetados com mais inflação.

O Japão vai ficar sem reserva de petróleo até o final do ano.” A falência do multilateralismo e o papel do Brasil são temas abordados pelo analista. “As organizações que foram criadas no pós-guerra funcionaram quando serviram ao interesse dos EUA.

Depois que os países do antigo terceiro mundo passaram a pressionar para que a ONU realmente funcionasse como uma assembleia mundial, ela vem sendo enfraquecida”, analisa.

Albuquerque lembra que os Estados Unidos também enfraqueceram sua própria estrutura constitucional para promover guerras. “Desde o final da Segunda Guerra, as guerras americanas têm sido decididas unilateralmente pelo presidente. O Congresso americano passou leis esvaziando os modelos que a Constituição lhe obrigava a ter.

Os EUA promovem ações militares fora do seu território como se fossem uma polícia internacional.” Sobre o Brasil, Albuquerque é pessimista quanto à eficácia da diplomacia. “A diplomacia do Brasil já tentou dialogar em relação à Ucrânia, já tentou dialogar em relação à Palestina.

Mas acho que não vai nos levar muito longe no fim dessa loucura.”

Para o analista, a única coisa que pode conter esse tipo de ação não é a diplomacia, mas uma ameaça clara de resposta militar. “Eu não acho que a humanidade tenha a capacidade de elaborar mecanismos pacíficos e diplomáticos por conta própria.

Só um contra-balance militar, com todos os riscos que isso implica, pode evitar o pior.” Albuquerque conclui com uma reflexão sobre a decadência política do Ocidente. “Os EUA saíram do nível de presidentes como Truman, Eisenhower, Kennedy para um nível que é abaixo do século 19. É uma piora da política estadunidense, uma piora da qualidade dos seus presidentes, uma piora da qualidade dos seus partidos.

E isso é usado por um ator oportunista que é Israel, dominado hoje por uma extrema direita que projeta para fora o caos que está dentro da própria sociedade israelense.”

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Autor(a):

Bianca Lemos

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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