Encontro entre Donald Trump e Friedrich Merz na Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu o chanceler alemão Friedrich Merz na Casa Branca nesta terça-feira (3). Este foi o primeiro encontro de Trump com um líder europeu após os recentes ataques ao Irã. Durante a reunião, foram discutidas questões relacionadas ao conflito no Oriente Médio e as tensões com aliados europeus.
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Trump confirmou os ataques à Assembleia dos Especialistas no Irã, mas não forneceu detalhes sobre os alvos ou o número de pessoas atingidas. Informações indicam que 49 autoridades iranianas, incluindo o Ayatollah Ali Khamenei, teriam sido mortas.
O Comando Central dos Estados Unidos relatou que mais de 1.700 ataques já foram realizados contra alvos iranianos.
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Incertezas sobre o futuro do conflito
Durante o encontro, Trump expressou incertezas sobre o futuro do conflito, afirmando que o Irã perdeu proteção aérea e instalações de detecção. No entanto, ele admitiu não saber o que ocorrerá a seguir. “Vamos ver o que acontece no Irã. É preciso primeiro terminar de neutralizar as forças armadas”, declarou, ressaltando que o pior cenário seria um ataque ao Irã que fosse considerado tão ruim quanto a administração anterior.
Tensões com aliados europeus
O encontro também destacou as tensões entre Trump e alguns países europeus. O presidente americano criticou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que havia se manifestado contra a operação americana, afirmando que isso poderia levar a uma escalada de tensões na região.
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Trump também fez críticas ao Reino Unido, mencionando que a relação especial entre os dois países já não existe mais.
Outro ponto discutido foi o impacto econômico do conflito. Ao ser questionado sobre um possível aumento nos preços do petróleo, Trump reconheceu a possibilidade de uma elevação temporária, mas garantiu que os preços cairiam assim que a situação se resolvesse.
Ele também planejou discutir tarifas comerciais com Merz, especialmente após decisões recentes da Suprema Corte dos Estados Unidos.
Motivos do ataque ao Irã
Trump abordou a polêmica em torno dos motivos do ataque ao Irã. Após o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmar que o Irã poderia retaliar atacando bases americanas, Trump tentou ajustar a narrativa. Ele comentou: “Se eu forcei alguma coisa, pode ter sido a mão de Israel”, expressando sua convicção de que o Irã atacaria primeiro.
Essas declarações visam responder às críticas de sua base de apoiadores, uma vez que pesquisas indicam que 60% dos americanos desaprovam o ataque ao Irã.
