Em uma divulgação da Casa Branca realizada na quarta-feira, 1º de abril de 2026, foram expressadas preocupações sobre o impacto do Pix no mercado de pagamentos nos Estados Unidos. O documento destaca que o Banco Central do Brasil (BCB) é o responsável pela criação e regulamentação do Pix, gerando receios entre os stakeholders americanos de que o BCB possa oferecer tratamento preferencial ao sistema, afetando negativamente fornecedores de tecnologia como Visa e Mastercard que atuam no Brasil.
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Segundo o relatório, existe a percepção de que o uso do Pix está se tornando obrigatório para instituições financeiras que possuem mais de 500 mil contas. Essa situação levanta questões sobre a competitividade de empresas estrangeiras que não se alinham com o sistema nacional de pagamentos.
O formulário de cadastro, disponibilizado pelo Poder360, confirma a adesão aos termos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). A preocupação com o Pix surge em um contexto de crescente debate sobre o papel do Estado no desenvolvimento de serviços financeiros e seus potenciais impactos no comércio internacional.
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Não é a primeira vez que o governo de Donald Trump (Partido Republicano) manifesta descontentamento com práticas comerciais brasileiras. Em 2025, autoridades norte-americanas já haviam questionado se o Brasil estava adotando “práticas desleais” ao favorecer serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo Estado.
Além do Pix, o relatório aponta outras áreas de preocupação em relação ao Brasil. Destacam-se questões relacionadas à mineração ilegal de ouro e extração ilegal de madeira, que representam um impacto significativo na produção nacional, atingindo quase metade da produção total e 90% na região amazônica.
Espécies de grande valor, como o ipê e o mogno, são particularmente afetadas por essas atividades.
O documento também critica a falta de uma proibição à importação de produtos fabricados com trabalho forçado, além de expressar ceticismo em relação ao projeto dos mercados digitais, que prevê multas de até 20% do faturamento global para empresas que não cumpram as regulamentações.
Há também menções a atrasos na regulamentação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e a regras consideradas excessivamente rígidas para empresas estrangeiras no setor de satélites no Brasil.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.
