Trump e a Crise Groenlandesa: Anexação Desperta Tensão Global!

França e Dinamarca alertam Trump sobre tentativa de anexação da Groenlândia.
A França reforça apoio à Groenlândia, enquanto Trump insiste em anexação.
Tensão diplomática: Trump, Landry e Groenlândia em disputa territorial

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Em meio a declarações controversas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a França reforçou nesta segunda-feira (5 de janeiro de 2026) seu apoio à soberania e integridade territorial da Dinamarca e da Groenlândia. A situação se agrava com a insistência de Trump em defender a anexação da Groenlândia, alegando razões de segurança nacional.

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A França, por sua vez, busca fortalecer a posição da Europa como uma força geoestratégica para garantir sua própria proteção. “É uma demonstração de solidariedade com a Dinamarca… A Groenlândia pertence ao povo da Groenlândia e ao povo da Dinamarca.

Cabe a eles decidir o que desejam fazer. Fronteiras não podem ser alteradas pela força”, declarou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, que preferiu não se identificar, à emissora .

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Rearme e Estratégia Econômica

O porta-voz também mencionou os planos do governo francês para aumentar o orçamento militar, incluindo o rearme industrial e econômico. “Estamos nos preparando em termos de rearme militar, (…) o projeto de lei do governo visa a aumentar o orçamento militar, mas também o rearme industrial e econômico. (…) Uma diplomacia não pode ser forte sem um motor econômico forte”, afirmou Confavreux.

A França busca, portanto, equilibrar o fortalecimento de suas forças armadas com o desenvolvimento de sua economia para garantir sua influência global.

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Reações Internacionais e Nomeação Controvertida

A nomeação do governador da Louisiana, Landry, como enviado especial para a Groenlândia, gerou reações negativas. Em seu perfil do X, Landry declarou apoio à proposta de anexação. “É uma honra servir” em uma posição voluntária para “tornar a Groenlândia parte dos EUA” e afirmou que a nomeação não interfere em seu cargo estadual.

A situação é complexa, com a Groenlândia, que possui cerca de 57 mil habitantes, podendo declarar independência desde um acordo firmado em 2009, mas seguindo dependente da pesca e de subsídios da Dinamarca.

Posição da Dinamarca e Groenlândia

A primeira-ministra da Dinamarca, Nielsen, e o primeiro-ministro da Groenlândia, , divulgaram uma declaração conjunta rejeitando a iniciativa. “Não se pode anexar outro país, nem mesmo com um argumento de segurança internacional. A Groenlândia pertence aos groenlandeses”, afirmaram.

Nielsen também se manifestou separadamente e minimizou o impacto do anúncio. “Acordamos novamente com um novo anúncio do presidente dos EUA. Isso pode parecer grande, mas não muda nada para nós. Nós decidimos nosso próprio futuro”, disse.

Tensão Diplomática e Impacto Econômico

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Rasmussen, afirmou que convocará o embaixador norte-americano, que havia prometido “respeito mútuo” durante visita recente à Groenlândia. “De repente surge um representante especial com a missão de assumir a Groenlândia.

Isso é completamente inaceitável”, disse. Em 23 de dezembro, o governo Trump intensificou a pressão sobre Copenhague ao suspender licenças de 5 grandes projetos de energia eólica offshore na costa leste dos EUA, incluindo 2 da estatal dinamarquesa Orsted.

A primeira-ministra dinamarquesa afirmou que a situação é delicada. “Aliados de toda a vida estão nos colocando nessa posição”, disse.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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