França e Dinamarca alertam Trump sobre tentativa de anexação da Groenlândia.
A França reforça apoio à Groenlândia, enquanto Trump insiste em anexação.
Tensão diplomática: Trump, Landry e Groenlândia em disputa territorial
Em meio a declarações controversas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a França reforçou nesta segunda-feira (5 de janeiro de 2026) seu apoio à soberania e integridade territorial da Dinamarca e da Groenlândia. A situação se agrava com a insistência de Trump em defender a anexação da Groenlândia, alegando razões de segurança nacional.
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A França, por sua vez, busca fortalecer a posição da Europa como uma força geoestratégica para garantir sua própria proteção. “É uma demonstração de solidariedade com a Dinamarca… A Groenlândia pertence ao povo da Groenlândia e ao povo da Dinamarca.
Cabe a eles decidir o que desejam fazer. Fronteiras não podem ser alteradas pela força”, declarou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, que preferiu não se identificar, à emissora .
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O porta-voz também mencionou os planos do governo francês para aumentar o orçamento militar, incluindo o rearme industrial e econômico. “Estamos nos preparando em termos de rearme militar, (…) o projeto de lei do governo visa a aumentar o orçamento militar, mas também o rearme industrial e econômico. (…) Uma diplomacia não pode ser forte sem um motor econômico forte”, afirmou Confavreux.
A França busca, portanto, equilibrar o fortalecimento de suas forças armadas com o desenvolvimento de sua economia para garantir sua influência global.
A nomeação do governador da Louisiana, Landry, como enviado especial para a Groenlândia, gerou reações negativas. Em seu perfil do X, Landry declarou apoio à proposta de anexação. “É uma honra servir” em uma posição voluntária para “tornar a Groenlândia parte dos EUA” e afirmou que a nomeação não interfere em seu cargo estadual.
A situação é complexa, com a Groenlândia, que possui cerca de 57 mil habitantes, podendo declarar independência desde um acordo firmado em 2009, mas seguindo dependente da pesca e de subsídios da Dinamarca.
A primeira-ministra da Dinamarca, Nielsen, e o primeiro-ministro da Groenlândia, , divulgaram uma declaração conjunta rejeitando a iniciativa. “Não se pode anexar outro país, nem mesmo com um argumento de segurança internacional. A Groenlândia pertence aos groenlandeses”, afirmaram.
Nielsen também se manifestou separadamente e minimizou o impacto do anúncio. “Acordamos novamente com um novo anúncio do presidente dos EUA. Isso pode parecer grande, mas não muda nada para nós. Nós decidimos nosso próprio futuro”, disse.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Rasmussen, afirmou que convocará o embaixador norte-americano, que havia prometido “respeito mútuo” durante visita recente à Groenlândia. “De repente surge um representante especial com a missão de assumir a Groenlândia.
Isso é completamente inaceitável”, disse. Em 23 de dezembro, o governo Trump intensificou a pressão sobre Copenhague ao suspender licenças de 5 grandes projetos de energia eólica offshore na costa leste dos EUA, incluindo 2 da estatal dinamarquesa Orsted.
A primeira-ministra dinamarquesa afirmou que a situação é delicada. “Aliados de toda a vida estão nos colocando nessa posição”, disse.
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Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.