Trump deseja limitar a emissão de vistos para estudantes e jornalistas
Executivo Trump anuncia intenção de restringir a permanência de estudantes internacionais a quatro anos. Jornalistas também podem ter limites de 240 dia…

O governo dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira, 28, uma proposta para estabelecer restrições mais severas à permanência de estudantes e jornalistas estrangeiros nos Estados Unidos, na mais recente medida para restringir a imigração irregular no país.
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A ação estabelece um prazo determinado para os vistos F, destinados a estudantes estrangeiros, bem como os vistos J, que possibilitam que indivíduos em programas de intercâmbio cultural trabalhem nos Estados Unidos, e os vistos I para jornalistas.
Estrangeiros com vistos de estudante não estão autorizados a permanecer por mais de quatro anos no território americano. Jornalistas estrangeiros podem ter estadias limitadas a 240 dias, podendo solicitar uma extensão por um período adicional de 240 dias, sendo que jornalistas chineses teriam apenas 90 dias.
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Os Estados Unidos costumam emitir vistos que abrangem a duração do curso acadêmico de um estudante ou de uma missão jornalística, ainda que nenhum visto concedido a não-imigrantes seja válido por mais de 10 anos.
Em 2023, aproximadamente 1,6 milhão de estudantes internacionais com vistos F estavam nos EUA, segundo informações do governo americano. No exercício financeiro de 2024, que iniciou em 1º de outubro, os Estados Unidos emitiram vistos para aproximadamente 355.000 estudantes de intercâmbio e 13.000 jornalistas.
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Permanência por tempo indeterminado
As propostas foram divulgadas no Registro Federal, o Diário Oficial do governo dos Estados Unidos, iniciando um breve período para comentários públicos antes da aplicação das medidas.
O Departamento de Segurança Interna do país afirmou que um número não determinado de estrangeiros estava prolongando seus estudos de forma indefinida para permanecer no país como estudantes “permanentes”.
A nota do Departamento afirma que governos anteriores permitiram que estudantes estrangeiros e outros portadores de visto permanecessem nos EUA por um período indefinido, gerando riscos à segurança, incorrendo em custos elevados aos contribuintes e afetando os cidadãos americanos.
A entidade não detalhou como os cidadãos e contribuintes americanos foram afetados pelos estudantes internacionais, que, conforme dados do Departamento de Comércio dos EUA, adicionaram mais de 50 bilhões de dólares (270 bilhões de reais) à economia americana em 2023.
Aumento do risco de desvantagem competitiva
Os Estados Unidos receberam mais de 1,1 milhão de estudantes internacionais no ano letivo de 2023-24, sendo o país com o maior número, representando uma importante fonte de receita, visto que os estudantes estrangeiros costumam arcar com o pagamento total das mensalidades.
Um conselho de diretores de faculdades e universidades americanas classificou a ação como um entrave burocrático inoportuno que prejudica a condução de decisões acadêmicas e pode afastar futuros estudantes que, de outra forma, apoariam a pesquisa e a geração de empregos.
A proposta transmite uma mensagem a indivíduos talentosos em todo o mundo de que suas contribuições não são valorizadas nos Estados Unidos, afirmou Miriam Feldblum, presidente e CEO da Aliança de Presidentes para o Ensino Superior e Imigração, uma entidade que reúne líderes de instituições acadêmicas americanas em apoio à imigração e aos refugiados.
Isso não é apenas prejudicial aos estudantes internacionais, mas também enfraquece a capacidade das universidades e faculdades americanas de atrair os melhores talentos, reduzindo nossa competitividade global.
Trump impõe bloqueio às universidades
A divulgação ocorreu no período em que as universidades começam seus anos acadêmicos, com diversas delas registrando diminuições nas matrículas de estudantes internacionais após as ações implementadas pelo governo do presidente Donald Trump.
O presidente, contudo, também recebeu críticas ocasionais de seus apoiadores nesta semana ao considerar que desejava elevar o número de estudantes chineses nos Estados Unidos para 600.000, ao mesmo tempo em que destacava os bons relacionamentos com o presidente chinês, Xi Jinping.
Os comentários indicaram um recuo significativo da promessa feita pelo Secretário de Estado, Marco Rubio, de cancelar “de forma agressiva” os vistos de estudantes chineses.
O Departamento de Estado comunicou na semana passada que foram cancelados 6.000 vistos de estudantes, em parte por causa da perseguição a Rubio por ativistas universitários que lideraram manifestações contra Israel.
O governo de Trump também cancelou bilhões de dólares em recursos federais para pesquisa em universidades, com a alegação de que essas instituições não atuaram para combater o antissemitismo, e o Congresso elevou significativamente os impostos sobre doações a universidades privadas.
Antes de sua eleição, o vice-presidente JD Vance declarou que os conservadores deveriam atacar as universidades, que ele considerava “o inimigo”.
Fonte por: Carta Capital
Autor(a):
Redação Clique Fatos
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