Trump minimiza preocupação com aumento dos preços da gasolina
Na quinta-feira (5), o presidente Donald Trump afirmou que não está preocupado com a alta dos preços da gasolina nos Estados Unidos, que é impulsionada pelo agravamento do conflito com o Irã. Em entrevista exclusiva à Reuters, ele destacou que a operação militar dos EUA é sua prioridade. “Não estou preocupado com isso”, declarou, ao ser questionado sobre os preços elevados nos postos de gasolina.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Trump acredita que os preços irão cair rapidamente após a resolução do conflito. Ele ressaltou que, embora os preços possam subir, isso é menos relevante do que a situação atual. Essa declaração representa uma mudança de tom, já que, em seu discurso sobre o estado da União no mês anterior, ele havia elogiado a queda nos preços da gasolina.
Impacto nas eleições e reações da Casa Branca
Analistas políticos alertam que um aumento persistente nos preços da gasolina pode prejudicar os republicanos nas eleições de meio de mandato em novembro, quando o controle do Congresso estará em jogo. Os eleitores já demonstram insatisfação com o custo de vida e a gestão econômica de Trump.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, e o secretário de Energia, Chris Wright, se reuniram com CEOs do setor petrolífero para discutir possíveis estratégias para lidar com o aumento dos preços. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou essas conversas na quinta-feira.
Campanha militar e opções do governo
Trump delineou um cronograma de quatro a cinco semanas para a campanha militar contra o Irã, mas especialistas questionam a clareza dos objetivos do governo. Durante a entrevista, ele afirmou que não pretende utilizar a Reserva Estratégica de Petróleo e expressou confiança de que o Estreito de Ormuz, vital para o transporte de petróleo, permanecerá aberto.
LEIA TAMBÉM!
Desde o início do conflito, os preços globais do petróleo aumentaram 16%. O custo médio da gasolina nos EUA subiu 27 centavos na última semana, alcançando US$ 3,25 por galão, conforme dados da AAA. Trump minimizou essa alta, afirmando que os custos “não subiram muito”.
Estratégias da Casa Branca e opções limitadas
A Casa Branca acredita que o impacto do conflito com o Irã e o aumento dos preços da gasolina será temporário. Assessores de energia informaram que o choque inicial nos mercados foi menos severo do que o esperado e pediram paciência. Eles alertaram que intervenções que não resultem em redução rápida dos preços podem ser contraproducentes.
O secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou um pacote de medidas para enfrentar o aumento dos preços, mas até agora, o único plano divulgado foi um seguro de risco para petroleiros e a possibilidade de escoltas navais no Estreito de Ormuz. Executivos do setor de energia afirmaram que as opções da Casa Branca para reduzir os preços são limitadas.
Além disso, autoridades estão considerando outras alternativas, como uma isenção temporária do imposto federal sobre a gasolina e a flexibilização das regulamentações ambientais. No entanto, Trump já descartou a liberação da Reserva Estratégica de Petróleo, pelo menos por enquanto.
Líderes republicanos, como o presidente da Câmara, Mike Johnson, também minimizaram as preocupações com o aumento dos preços da gasolina, mesmo com o partido planejando focar sua estratégia eleitoral nos sucessos econômicos.
