Trump confirma custódia de US$ 500 milhões do petróleo venezuelano no Catar: transparência em risco?

Centenas de milhões de dólares do petróleo venezuelano estão em custódia no Catar, prometendo acelerar recursos à Venezuela, mas levantando questões de transparência

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(Imagem de reprodução da internet).

Fundos do Petróleo Venezuelano em Custódia no Catar

Centenas de milhões de dólares provenientes da venda de petróleo venezuelano estão sendo mantidos em custódia no Catar. Essa estratégia pode acelerar o fluxo de recursos essenciais para a Venezuela, mas também levanta questões sobre a transparência desses fundos.

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O governo Trump confirmou, em 14 de setembro de 2025, que arrecadou US$ 500 milhões, sendo essa apenas a primeira de várias vendas que devem gerar bilhões nos próximos meses e anos.

Os recursos foram enviados ao Catar, em vez de serem mantidos em bancos americanos ou enviados diretamente à Venezuela, conforme informações de um ex-funcionário do governo. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou à Newsmax que o dinheiro da venda de petróleo começaria a ser transferido para a Venezuela em 15 de setembro de 2025.

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Bancos venezuelanos já começaram a anunciar a disponibilidade de dinheiro vivo, indicando que a receita do petróleo já chegou ao país.

Sanções e Desafios Financeiros

A Venezuela enfrenta sanções de governos ocidentais, o que a isolou do sistema bancário global por anos. O governo autoritário do país confiscou ativos petrolíferos, levando empresas estrangeiras do setor a exigirem indenizações. O presidente Donald Trump criticou a Venezuela por “roubar” ativos americanos, mas enfatizou a importância de que a receita beneficie diretamente o país, evitando que credores tenham acesso aos recursos gerados pelas vendas.

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Em 9 de setembro de 2025, Trump declarou que tentativas de penhorar ou bloquear esses fundos estariam impedidas, ressaltando que a liberação dos recursos é crucial para a estabilidade econômica e política da Venezuela. A decisão de depositar o dinheiro no Catar visa proteger os fundos de credores ocidentais que reivindicam créditos.

O Papel do Catar e Preocupações com a Transparência

O fato de que credores possam atrasar esses pagamentos representa um desafio tanto para a Venezuela quanto para o governo Trump. Especialistas afirmam que o Catar tem atuado como facilitador entre os EUA e a Venezuela, mesmo antes da prisão de Nicolás Maduro.

Durante o governo Biden, bancos do Catar permitiram que fundos da venda de petróleo voltassem ao Irã durante um período de flexibilização das sanções.

Os bancos do Catar que detêm os fundos foram instruídos a leiloar o dinheiro para bancos venezuelanos, priorizando alimentos, medicamentos e pequenas empresas. O Banco Central da Venezuela será responsável pela arrecadação e alocação dos recursos, conforme as exigências dos EUA.

Bessent afirmou que a receita será destinada a financiar operações do governo venezuelano, segurança e fornecimento de alimentos.

Desafios e Críticas

Embora a ordem executiva de Trump tenha como objetivo evitar que credores bloqueiem o fluxo de recursos, a retenção dos fundos no Catar levanta preocupações sobre a transparência. Especialistas alertam que, sem um plano público claro, o controle e os mecanismos de combate à corrupção podem ser insuficientes, configurando uma situação de “fundo secreto”.

Embora não haja indícios de que o governo Trump tenha intenções nefastas, existem preocupações sobre o uso dos fundos pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para sustentar setores corruptos do governo. Críticos, como a senadora Elizabeth Warren, questionam a legalidade de criar uma conta offshore para controlar a venda de bens apreendidos, considerando isso uma manobra que poderia atrair políticos corruptos.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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