Donald Trump assina tarifa de 25% sobre chips avançados, como H200 da Nvidia e MI325X da AMD, visando fortalecer a indústria tecnológica dos EUA.
Na quarta-feira, 14 de setembro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma nova tarifa de 25% sobre “certos chips de computação avançada”, conforme um documento divulgado pela Casa Branca. Essa medida abrange chips como o H200 da Nvidia e o MI325X da AMD.
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Contudo, chips importados para apoiar o desenvolvimento da cadeia de suprimentos tecnológica dos EUA estarão isentos, embora os critérios para essa isenção ainda não tenham sido esclarecidos.
A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de esclarecimento da CNN. O documento também indicou que o presidente pode, em breve, “impor tarifas mais amplas sobre as importações de semicondutores e derivados”. Essa ação faz parte do esforço de Trump para fortalecer a fabricação de tecnologia nos Estados Unidos e posicionar o país como líder em inteligência artificial.
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Trump justificou a implementação da tarifa com preocupações relacionadas à segurança nacional, invocando a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, que permite a imposição de tarifas em produtos específicos por motivos de segurança.
Anteriormente, Trump havia mencionado que a Nvidia poderia vender o chip H200 na China, mas que os EUA ficariam com 25% do lucro gerado.
A Nvidia, em comunicado, expressou apoio à decisão de Trump, afirmando que isso permitirá à indústria de semicondutores dos EUA competir e sustentar empregos bem remunerados. A AMD, por sua vez, declarou que está em conformidade com todas as leis e políticas de controle de exportação dos EUA.
Essa não é a primeira vez que Trump menciona isenções tarifárias para estimular a produção interna. Em agosto, ele ameaçou impor taxas de 100% sobre chips e semicondutores, mas afirmou que empresas que se comprometessem a produzir nos EUA poderiam evitar essa cobrança.
A inteligência artificial se tornou um foco central de seu segundo mandato, com várias ordens executivas relacionadas à tecnologia.
Entretanto, algumas figuras, incluindo Jensen Huang, CEO da Nvidia, criticaram os rígidos controles de exportação para a China, argumentando que essas restrições poderiam ter efeitos adversos. Em agosto, Nvidia e AMD anunciaram que pagariam 15% das vendas de chips fabricados na China ao governo americano, embora o acordo se referisse a versões mais antigas dos chips.
Em fevereiro, Trump havia anunciado planos para tarifas de 25% sobre chips, mas a investigação formal sobre as importações só começou meses depois.
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Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.