Donald Trump faz declarações polêmicas sobre cidades-sede da Copa do Mundo, ameaçando transferir jogos se a criminalidade não for controlada.
Nesta segunda-feira (17), o presidente Donald Trump fez uma declaração que pode ser interpretada como uma ameaça às cidades administradas por democratas que sediarão jogos da Copa do Mundo no próximo ano. Ele mencionou a possibilidade de solicitar à FIFA a transferência das partidas de determinadas cidades, caso considere que a criminalidade esteja elevada ou que as autoridades locais não colaborem com o governo federal.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Durante um pronunciamento no Salão Oval, ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino, Trump foi questionado sobre as condições que poderiam levar à remoção dos jogos das cidades-sede. Ele afirmou: “Os governadores precisam se comportar. Os prefeitos precisam se comportar”.
O presidente citou a Califórnia como um exemplo de preocupação devido à alta criminalidade e aos recentes incêndios na região.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Trump expressou seu desejo de ajudar as cidades, mencionando que adoraria enviar a Guarda Nacional se necessário. Ele destacou a importância de agir antes que problemas surjam, afirmando: “Se houver mesmo uma pequena indicação de problema, queremos entrar lá antes que o problema ocorra.”
Quando questionado sobre o que seria necessário para transferir os jogos, Trump foi vago, mas reafirmou sua disposição em pedir a Infantino para mudar as partidas para outra cidade, caso houvesse sinais de problemas. “Temos muitas cidades que adorariam receber os jogos”, disse ele.
Infantino, que desenvolveu uma relação próxima com Trump, não apoiou diretamente a ideia de transferir os jogos, mas enfatizou que a segurança é a prioridade número um para uma Copa do Mundo bem-sucedida. Ele afirmou que as pessoas confiam nos Estados Unidos e que a responsabilidade pela segurança recai sobre o governo e as autoridades locais.
A possibilidade de transferir jogos da Copa do Mundo seria uma decisão sem precedentes, considerando que as cidades americanas, junto com as do México e Canadá, têm investido tempo e recursos para se preparar para o torneio. No entanto, a estratégia de Trump de enviar forças federais para cidades democratas levanta preocupações sobre a segurança e a eficácia dessas operações.
A forte presença federal nas cidades tem gerado críticas de opositores políticos, que consideram essas ações opressivas. Embora a intenção seja combater a imigração ilegal, há relatos de cidadãos americanos sendo afetados por operações federais, o que tem gerado descontentamento entre ativistas comunitários.
Trump sugeriu que os líderes democratas das cidades-sede da Copa do Mundo convidassem a Guarda Nacional para evitar problemas. “Se eles nos avisassem agora, não teriam problema”, afirmou, reiterando que a intervenção federal poderia prevenir situações complicadas.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.