Trump ameaça bombardear Omã se país interferir nas ações dos EUA no Estreito de Ormuz

A ameaça de Trump a Omã intensifica as tensões no Estreito de Ormuz, crucial para o comércio global, enquanto as negociações com o Irã permanecem estagnadas.

17/08/2026 09:40

3 min

Presidente dos EUA, Donald Trump.
Presidente dos EUA, Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração polêmica nesta segunda – feira (17), ameaçando atacar Omã caso o país interfira nas ações americanas no Estreito de Ormuz. Durante uma entrevista a Trey Yingst, da Fox News, Trump afirmou: “Se Omã atrapalhar, vamos bombardear aquele lugar até não sobrar nada”.

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Essa declaração surge em um momento delicado, após o término de um prazo de dois meses para negociações de paz com o Irã, que não resultou em avanços concretos para o fim do conflito.

Além da ameaça contra Omã, que é considerado um aliado dos EUA na região, Trump mencionou que as conversas com o Irã sobre a situação no Estreito de Ormuz continuam. O Irã, por sua vez, afirmou que os diálogos com Omã são complexos, mas seguem em andamento.

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A tensão na área tem aumentado nas últimas semanas devido a preocupações com a segurança das rotas marítimas e o impacto potencial sobre o comércio global.

Tensões no Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das passagens marítimas mais estratégicas do mundo, onde cerca de 20% do petróleo mundial transita. A região tem sido palco de conflitos e disputas geopolíticas há décadas. Desde a ascensão do governo iraniano e suas constantes ameaças à navegação no estreito, os Estados Unidos têm reforçado sua presença militar na área como forma de garantir a segurança das rotas comerciais.

Trump já havia manifestado descontentamento em relação ao comportamento de Omã em reuniões anteriores. Em maio deste ano, durante um encontro de gabinete, ele declarou: “Omã vai se comportar como todo mundo, ou teremos que explodi – los”. Estas declarações refletem uma postura agressiva da administração Trump em relação a aliados que não seguem suas diretrizes nas negociações internacionais.

Canal direto com o Irã

Durante a mesma entrevista à Fox News, Trump confirmou que seu governo estabeleceu um canal de comunicação direto e informal com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. No entanto, ele enfatizou que não está apressado para chegar a um acordo definitivo. “Eles são [o Irã] problemáticos, mas estão em apuros”, comentou o presidente americano.

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Ao afirmar que não possui um prazo definido para as negociações, Trump indicou uma estratégia mais flexível e menos imediatista.

A CNN entrou em contato com a Casa Branca buscando comentários sobre as ameaças direcionadas a Omã e as recentes declarações do presidente. Até o momento da publicação desta matéria, não houve resposta oficial. A situação continua tensa na região e analistas políticos estão atentos aos próximos passos dos Estados Unidos e do Irã diante das ameaças e negociações ainda em curso.

Com as tensões elevadas no Oriente Médio e sem um caminho claro para a paz entre os envolvidos, as palavras de Trump podem ter repercussões significativas tanto para as relações diplomáticas quanto para a segurança global. A comunidade internacional observa atentamente como essa crise se desenrolará nos próximos dias.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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