Tribunal de Justiça arquiva processo de Luciano Gonçalves após morte de Thawanna Da Silva Salmázio
Tribunal de Justiça de São Paulo arquiva processo contra Luciano Gonçalves dos Santos, marido de Thawanna Da Silva Salmázio, após morte da esposa pela PM
Arquivamento de Processo Relacionado à Morte de Thawanna Da Silva Salmázio
Na última quinta-feira (30), o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu arquivar o processo contra Luciano Gonçalves dos Santos, marido de Thawanna Da Silva Salmázio, que foi morta pela Polícia Militar no dia 3 de abril. Luciano enfrentava uma acusação de resistência, sob a alegação de que teria resistido à abordagem policial.
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O boletim de ocorrência informa que os agentes realizavam um patrulhamento de rotina quando avistaram o casal na rua. Durante a passagem da viatura, Luciano teria se desequilibrado e colidido com os policiais, o que culminou na morte de sua esposa.
Os policiais afirmam que Luciano se “exaltou” e agrediu fisicamente os agentes. No entanto, ele nega ter praticado qualquer ato de violência. Em decorrência disso, o Ministério Público de São Paulo solicitou o arquivamento do processo, argumentando que não existem evidências suficientes para justificar a continuidade da denúncia.
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Destaca-se que não há comprovação pericial de lesões nos policiais, nem qualquer outro elemento técnico que comprove o uso de violência por parte de Luciano.
Reação do Ministério Público e Decisão Judicial
A promotora responsável pelo caso mencionou que a reação de Luciano é compatível com a “tensão decorrente da abordagem violenta dos policiais” e que ele é uma testemunha do homicídio de sua esposa. A Justiça de São Paulo acatou o parecer do Ministério Público e decidiu pelo arquivamento do inquérito.
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O caso remete à ação da policial militar Yasmin Cursino Ferreira, que disparou contra Thawanna durante uma discussão em Cidade Tiradentes, na zona Leste de São Paulo. Em seu depoimento, a PM alegou que o disparo ocorreu porque a vítima e seu marido pareciam alterados e discutiam na rua.
Ao perceber a situação, a viatura retornou para averiguar o que estava acontecendo. Luciano foi contido por outros policiais, e Yasmin relatou que foi necessário usar força para interromper a suposta agressão e garantir a segurança de todos os envolvidos.
Após o incidente, houve confrontos entre policiais militares e moradores da região, que protestaram pela morte de Thawanna. No dia 5 de abril, a policial foi afastada de suas funções e teve sua arma apreendida pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
A Corregedoria da Polícia Militar também investiga Yasmin pela sua ausência durante a ocorrência.