A Trensurb Promove Seminário Sobre Feminicídio e Violência Contra Mulheres no Rio Grande do Sul
O Rio Grande do Sul registrou 80 mulheres assassinadas em 2025 e, desde o início deste ano, 20 casos de feminicídio no estado. Diante desse cenário preocupante, a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) organizou, nesta quinta-feira (5), o seminário “A luta das mulheres e o combate ao feminicídio”, com o objetivo de conscientizar trabalhadores da empresa sobre a violência contra a mulher.
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O evento teve como foco o avanço da violência contra as mulheres e os desafios para fortalecer a rede de proteção. A atividade foi organizada pelo Núcleo de Apoio à Diversidade da Trensurb, reunindo a vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher e presidente da Associação de Promotoras Legais Populares do Rio Grande do Sul, Fabiane Lara; a coordenadora executiva do Comitê Gaúcho em Apoio ao HeForShe, Karen Lose; e a deputada federal Maria do Rosário (PT/RS).
Falhas na Rede de Proteção e Dados Alarmantes
O Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, segundo a nota técnica “Retrato dos Feminicídios no Brasil”, divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Desde a tipificação do crime de feminicídio, em 2015, mais de 13,7 mil mulheres foram assassinadas em razão do gênero no país.
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Nos últimos cinco anos, o crescimento acumulado é de 14,5%.
Entre 2021 e 2025, o Rio Grande do Sul foi o estado com o maior número de feminicídios da região Sul, respondendo por 38,8% das mortes. Foram 444 casos no estado, contra 429 ocorrências no Paraná e 272 em Santa Catarina. Em 2025, além dos casos de feminicídio, foram registrados 264 tentativas e mais de 52 mil ocorrências enquadradas na Lei Maria da Penha.
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Ações da Trensurb e Conscientização
A Trensurb tem buscado atuar na conscientização tanto do público interno quanto dos usuários do sistema. Entre as iniciativas estão parcerias com organizações como a Themis – Assessoria Jurídica Feminista e o movimento HeForShe, além da instalação de bancas de orientação jurídica e dos chamados “bancos vermelhos”, símbolo internacional de denúncia da violência contra as mulheres.
Essas estruturas já foram instaladas em cidades da região Metropolitana, como São Leopoldo e Canoas.
O presidente da Trensurb, Nazur Garcia, afirmou que o momento exige mobilização diante do crescimento da violência de gênero. Ele lembrou que o estado passou uma década sem uma Secretaria das Mulheres ativa, estrutura que foi retomada recentemente.
Garcia destacou que os casos de feminicídio registrados no estado, muitos deles dentro de casa, revelam uma situação dramática.
