Tren de Aragua: Gangue criminosa é desmantelada após ataque de forças dos EUA que mata líder em 2026

desmantelamento de sua liderança como um passo crucial na luta contra o crime organizado na América Latina, mas desafios persistem na região

16/06/2026 11:01

3 min

Tren de Aragua: Gangue criminosa é desmantelada após ataque de forças dos EUA que mata líder em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Tren de Aragua: Gangue Criminosa com Atuação Internacional

O Tren de Aragua, uma gangue criminosa originária da Venezuela, começou suas atividades como uma organização prisional, focando no tráfico de pessoas e outros crimes relacionados a migrantes. O Departamento do Tesouro dos EUA identificou o grupo, que adotou o nome entre 2013 e 2015, embora suas operações sejam anteriores a esse período.

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O grupo, também conhecido como TdA, expandiu sua presença além de suas origens, que incluem os estados de Aragua e Carabobo.

Os líderes do Tren de Aragua operavam a partir da prisão de Tocorón, que controlavam. Em setembro de 2023, autoridades venezuelanas invadiram a prisão, encontrando uma piscina, restaurantes e um arsenal de armas, incluindo rifles automáticos e metralhadoras.

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As autoridades afirmam ter desmantelado a liderança do grupo e libertado a prisão do controle dos detentos.

Impacto e Percepção Internacional

Adam Isaacson, diretor de supervisão de defesa do Washington Office on Latin America, comentou que as ações contra o Tren de Aragua podem ter pouco efeito imediato, mas facilitarão a alocação de recursos de inteligência e defesa dos EUA para persegui-los. Óscar Naranjo, ex-vice-presidente da Colômbia, classificou o grupo como “a organização criminosa mais disruptiva em operação atualmente na América Latina”.

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Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que forças americanas realizaram um ataque que resultou na morte de Hector Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, líder do Tren de Aragua.

O general aposentado Naranjo também destacou que a gangue representa um desafio significativo para a região, operando redes de tráfico sexual na Colômbia, em parceria com o Exército de Libertação Nacional. Um relatório de 2023 do Departamento de Estado dos EUA revelou que esses grupos exploram migrantes venezuelanos e colombianos, submetendo-os à servidão por dívida.

Atuação do Tren de Aragua na América Latina e EUA

O Tren de Aragua, ou TdA, tem atuado em diversos países da América Latina, como Bolívia, Colômbia, Chile e Peru. O grupo se infiltrou em economias criminosas locais, estabelecendo operações financeiras transnacionais e formando laços com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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A dificuldade em quantificar a presença do Tren de Aragua nos EUA é um desafio para as autoridades, que têm recebido relatos de imigrantes venezuelanos na Flórida sobre atividades criminosas semelhantes às que enfrentaram em seu país.

O think tank Insight Crime informou que a reputação do Tren de Aragua cresceu rapidamente, embora não haja evidências de que células nos EUA cooperem entre si ou com outros grupos criminosos. As autoridades não apresentaram provas de que membros da gangue tenham recebido instruções específicas da liderança ou enviado dinheiro para a Venezuela.

Estabelecimento de Presença nos EUA

A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, juntamente com o FBI, confirmou que o Tren de Aragua está estabelecido no país. Os membros da gangue seguiram rotas de migração pela América do Sul, criando grupos criminosos ao longo do caminho. Em dezembro, um casal foi sequestrado em Aurora, Colorado, por um grupo de migrantes sem documentos, com vários suspeitos identificados como membros do Tren de Aragua.

Em janeiro, a polícia de Aurora informou que um homem preso em Nova York estava entre cinco suspeitos investigados por crimes envolvendo a comunidade migrante. No ano passado, Trump utilizou relatos sobre a gangue em Aurora para alertar sobre os riscos da migração descontrolada nos EUA.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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