Tremor na costa do Rio de Janeiro: o que isso revela sobre a geologia da região?

Um tremor foi registrado na costa do Rio de Janeiro, perto de Maricá, revelando a vulnerabilidade sísmica da região. Descubra mais sobre esse fenômeno!

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Foto: Reprodução
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Tremor registrado na costa do Rio de Janeiro

Um tremor foi registrado na costa do Rio de Janeiro, nas proximidades do município de Maricá, às 5h31 da quinta-feira (21). O evento foi confirmado pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da USP. Apesar de não ter sido sentido pela população, esse abalo destaca uma característica geológica relevante: a margem sudeste do Brasil é uma das áreas mais suscetíveis a esse tipo de fenômeno no país.

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Fatores que contribuem para os tremores

Segundo o sismólogo do Observatório Nacional, Dr. Gilberto Leite, a frequência de abalos no litoral do Rio de Janeiro e em estados vizinhos é resultado de tensões tectônicas que atuam continuamente na crosta terrestre. A margem sudeste é tecnicamente classificada como a principal zona sísmica offshore (no mar) do Brasil.

Nessa região, pequenos terremotos ocorrem com relativa frequência.

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Monitoramento e riscos

A localização rápida desses eventos tem sido aprimorada por meio da reativação de transmissões em estações sismológicas, realizada pelo Observatório Nacional. Apesar da frequência dos tremores, especialistas afirmam que eventos com magnitude próxima a 3.3 são considerados de baixa intensidade e não representam um risco significativo para a população ou para a infraestrutura costeira.

Na maioria das vezes, esses tremores não são percebidos pelos habitantes em terra firme.

Atualmente, a RSBR realiza o monitoramento da sismicidade em todo o Brasil por meio de mais de 90 estações de última geração.

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