Transferência de Ghislaine Maxwell gera polêmica e descontentamento entre detentas em Texas

A transferência de Ghislaine Maxwell para um presídio no Texas gera polêmica entre detentas. Julie Howell revela indignação e consequências inesperadas.

10/05/2026 08:16

4 min

Transferência de Ghislaine Maxwell gera polêmica e descontentamento entre detentas em Texas
(Imagem de reprodução da internet).

O Impacto da Transferência de Ghislaine Maxwell na Prisão

Julie Howell não imaginava o que a aguardava no ano passado, quando foi questionada sobre uma nova detenta que chegara à sua prisão, que se tornaria uma figura secundária na história envolvendo o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. A situação começou em agosto, quando Howell recebeu um e-mail do marido, informando que um repórter do The Telegraph queria saber sua opinião sobre a transferência de Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, para um presídio de segurança mínima em Bryan, Texas.

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Howell e outras detentas tinham muitas opiniões sobre o assunto.

Após consultar o manual da prisão e uma colega de cela para confirmar se poderia falar com a imprensa, Howell, que cumpria uma pena de um ano por roubo de quase US$ 1 milhão da Universidade Estadual de Tarleton, decidiu compartilhar suas opiniões.

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Em um e-mail enviado ao repórter, ela expressou a indignação das detentas com a presença de Maxwell, afirmando que a instituição deveria abrigar apenas infratores não violentos e que o tráfico de pessoas é um crime violento. Howell também mencionou preocupações com a segurança, uma vez que Maxwell estava recebendo ameaças de morte.

Consequências da Declaração de Howell

Após enviar o e-mail, Howell enfrentou problemas. Ela havia acabado de concluir um programa de treinamento quando foi chamada ao escritório do tenente, que a questionou sobre o jornalista Cameron Henderson. Em sua primeira entrevista à CNN após cumprir a pena, Howell recordou que o tenente repetia que a situação estava “em toda a internet” e que era “além da sua alçada”.

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Depois de esperar em uma cela, a diretora do presídio, Tanisha Hall, a confrontou, dizendo que o telefone dela não parava de tocar e que Howell havia estragado seu fim de semana. Howell pediu desculpas, explicando que a chegada de Maxwell a Bryan a perturbava, especialmente porque sua própria filha havia sido vítima de tráfico sexual.

Hall, no entanto, não aceitou as desculpas e, mais tarde, Howell foi transferida para um centro de detenção federal em Houston.

Tratamento Especial e Repercussões

A transferência de Maxwell para um presídio de segurança mínima foi considerada incomum, já que criminosos sexuais condenados geralmente não são elegíveis para esse tipo de instituição. Consultores penitenciários levantaram suspeitas sobre um possível tratamento especial em troca do silêncio de Maxwell sobre o passado de Donald Trump com Epstein.

Um porta-voz do BOP afirmou que não discute detalhes sobre detentos específicos e que não há tratamento preferencial.

Após o incidente, Howell foi oficialmente repreendida por conduta disruptiva e contato com o público sem autorização. O relatório indicou que suas declarações foram amplamente divulgadas, comprometendo a segurança da penitenciária. Howell permaneceu em Houston por cerca de três meses antes de ser transferida para uma casa de reintegração social.

Experiências de Outras Detentas

Outras ex-detentas de Bryan relataram experiências semelhantes após se manifestarem contra Maxwell. Uma delas, que falou sob anonimato, mencionou que o diretor do presídio deixou claro que qualquer comentário sobre Maxwell não seria tolerado. Ela também observou o tratamento diferenciado que Maxwell recebia, como refeições entregues e escolta armada.

Essa detenta, que também havia conversado com um repórter, foi advertida por contatar o público sem autorização e, assim como Howell, foi enviada para o centro de detenção em Houston. Nos meses seguintes, ela fez várias solicitações administrativas, que foram negadas.

Um Caso Sem Precedentes

A reunião entre Maxwell e o vice-procurador-geral Todd Blanche foi considerada extremamente incomum, já que altos funcionários do Departamento de Justiça geralmente não se encontram com condenados por crimes sexuais. Consultores penitenciários afirmaram que a transferência de Maxwell foi atípica, e que as punições enfrentadas por Howell e outras detentas por falarem com a imprensa não são comuns.

Howell, agora em liberdade condicional, expressou sua gratidão por ter o apoio da família e do advogado, ao contrário de muitas ex-companheiras de cela que não têm ninguém. Ela destacou a dificuldade que algumas mulheres enfrentam na prisão, sem apoio familiar e sem saber pelo que lutar.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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