Transferência de Gerson Palermo: Polícia Federal traz líder do PCC de volta ao Brasil!

A Polícia Federal realiza a transferência de Gerson Palermo, líder do PCC, da Bolívia para o Brasil. Descubra os detalhes dessa operação impactante!

(Imagem de reprodução da internet).

Transferência de Gerson Palermo pela Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) realiza, nesta quarta-feira (27), a transferência do traficante Gerson Palermo, líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), da Bolívia para o Mato Grosso do Sul. A expectativa é que ele chegue ao Brasil por volta das 18h. Palermo estava foragido desde 2020, quando recebeu o benefício de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, mas acabou fugindo.

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Desde então, a PF iniciou esforços para trazê-lo de volta ao país, enfrentando dificuldades nas operações de transferência.

Nesta terça-feira, a PF finalizou os trâmites necessários e comunicou o caso ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), que investiga suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em 2020, o desembargador Maran deferiu um pedido de soltura de Palermo, que estava detido no presídio federal de Campo Grande (MS).

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No mesmo dia, após receber a prisão domiciliar, ele quebrou a tornozeleira e fugiu.

Histórico Criminal de Gerson Palermo

Palermo foi condenado a quase 126 anos de prisão e é considerado um dos principais líderes do tráfico de drogas no Brasil. Em agosto de 2000, ele esteve envolvido no sequestro de um Boeing 727 da antiga Vasp. O avião, que partiu do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba, foi sequestrado cerca de 20 minutos após a decolagem e forçado a pousar em Porecatu (PR), onde o grupo roubou malotes do Banco do Brasil, totalizando cerca de R$ 5,5 milhões.

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Por esse crime, Palermo recebeu uma pena de 66 anos e 9 meses de prisão.

Em março de 2017, a PF deflagrou a Operação All In, que desmantelou um esquema de tráfico internacional de drogas, com Palermo sendo identificado como um dos líderes. A investigação revelou que a cocaína era transportada da Bolívia em aviões até Corumbá (MS) e, em seguida, levada em caminhões para outros estados.

Por tráfico e associação para o tráfico, ele recebeu mais 59 anos de pena, totalizando quase 126 anos.

Controvérsias e Punições

Apesar das condenações, Palermo foi solto pelo plantão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Mensagens encontradas nos celulares de assessores do gabinete levantam suspeitas sobre a venda da sentença. O habeas corpus, que possui 208 páginas, foi decidido em apenas 40 minutos.

A prisão domiciliar foi concedida durante a pandemia de Covid-19, com a justificativa de problemas de saúde, mas o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) apontou a ausência de laudo médico que comprovasse tal condição.

Uma mensagem encontrada pela PF indicava que o habeas corpus foi solicitado pelo chefe, e outra assessora mencionou que a decisão foi uma determinação do desembargador. O caso foi analisado em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), resultando na punição de aposentadoria compulsória do desembargador pelo CNJ em março deste ano.

O STF (Supremo Tribunal Federal) está avaliando nesta semana a questão da aposentadoria compulsória como punição a magistrados, com a análise programada para esta terça-feira (26).