Tragédia em Araquari: menino de 1 ano morre afogado em piscina inflável. Entenda as circunstâncias e as investigações do Ministério Público sobre o caso.
Um menino de 1 ano e nove meses faleceu afogado em uma piscina inflável localizada em uma casa de acolhimento, no último sábado (24), em Araquari, no norte de Santa Catarina. Ele e seu irmão, de 4 anos, foram acolhidos emergencialmente na sexta-feira (23), devido a uma grave situação de violência doméstica e negligência.
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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) iniciou um procedimento investigativo na terça-feira (27) para apurar as circunstâncias do ocorrido. De acordo com um relatório do MP, o menino estava brincando na área externa enquanto a educadora responsável e um voluntário preparavam o almoço.
Ele teria se deslocado até a piscina, que supostamente estava coberta, e entrou nela.
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Após perceberem sua ausência, os responsáveis o procuraram e o encontraram afogado. Imagens de câmeras de segurança mostraram que o menino ficou cerca de 20 minutos na piscina. Ele foi levado ao Pronto Atendimento de Araquari, mas não sobreviveu.
No inquérito, o Ministério Público questionou as condições de segurança da casa de acolhimento, incluindo a existência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), barreiras físicas na área da piscina e a justificativa para a manutenção da estrutura durante as atividades infantis.
O abrigo também foi solicitado a informar quais medidas emergenciais e estruturais serão adotadas para evitar novos acidentes.
Victor Abras Siqueira, Promotor de Justiça responsável pelo caso, destacou a gravidade do falecimento de uma criança em um ambiente que deveria garantir proteção e segurança. A casa de acolhimento tem um prazo de cinco dias para enviar informações e documentos ao MPSC, e o não cumprimento pode resultar em medidas administrativas, cíveis e criminais.
O irmão do menino falecido permanece em uma casa de acolhimento, e o MP solicitou atenção especial para ele. A Prefeitura de Araquari emitiu uma nota de pesar, informando que o abrigo é gerido por uma empresa terceirizada que atua na região há cerca de quatro anos.
A Prefeitura também afirmou que está acompanhando a situação e colaborando com as autoridades competentes enquanto as investigações prosseguem.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.