Trabalhadores informais no Brasil: exclusão do crédito bancário atinge 38,5 milhões

Trabalhadores informais e a exclusão do crédito bancário
Você pode ser um trabalhador que cumpre suas obrigações financeiras mensalmente, mas se não possui um holerite, o banco pode simplesmente dizer não. Essa é a realidade de mais de 38,5 milhões de trabalhadores informais no Brasil, conforme dados da PNAD Contínua do IBGE, que abrangem o período de novembro de 2025 a janeiro de 2026, representando 37,5% da força de trabalho do país.
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Além deles, existem 26,2 milhões de trabalhadores autônomos e mais de 13 milhões de microempreendedores individuais (MEIs) ativos, segundo informações da Receita Federal e do Sebrae de 2026. Esse grupo é maior do que a população de muitos países e, na prática, enfrenta dificuldades para acessar crédito bancário convencional, não por falta de capacidade de pagamento, mas pela ausência de documentos.
Motoristas de aplicativo, eletricistas autônomos, diaristas e freelancers são exemplos de profissionais que, apesar de gerarem renda e honrarem suas despesas, não conseguem apresentar o holerite exigido pelos bancos para qualquer análise de crédito.
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Essa situação não é apenas marginal, mas sim estrutural. A maior parte dos MEIs ativos está concentrada no Sudeste, representando 52% do total nacional, com forte presença nos setores de serviços, comércio e construção, que são fundamentais para a economia urbana do Brasil.
Para esses trabalhadores, o acesso ao crédito bancário muitas vezes é negado antes mesmo de tentarem.
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O modelo de análise de crédito e suas barreiras
Os bancos tradicionais baseiam suas análises de crédito em um perfil específico: o trabalhador com carteira assinada, que possui renda comprovada e um histórico bancário sólido. Aqueles que não se encaixam nesse perfil enfrentam diversas barreiras, como a falta de comprovante de renda formal e um score de crédito baixo devido à ausência de histórico bancário.
Além disso, a falta de garantias físicas exigidas pelo sistema contribui para essa exclusão. Essa situação não reflete o risco real de inadimplência, mas sim a incapacidade do modelo tradicional de interpretar dados que não se apresentam na forma de holerite.
Um autônomo que ganha R$ 4 mil por mês de maneira constante pode ser mais previsível do que um assalariado que pode ser demitido a qualquer momento. No entanto, os bancos não conseguem perceber isso, tornando inviável o empréstimo para autônomos.
A inovação das fintechs no mercado de crédito
A principal diferença entre uma fintech de crédito e um banco tradicional não está apenas na interface digital, mas na metodologia de análise. Enquanto os bancos dependem de dados estruturados, como holerites e extratos bancários, as fintechs utilizam modelos de análise que consideram um conjunto mais amplo de variáveis para avaliar a capacidade de pagamento de cada solicitante.
Essa mudança de paradigma permite a aprovação de empréstimos para autônomos que, de outra forma, seriam automaticamente recusados.
As fintechs regulamentadas pelo Banco Central atuam em áreas onde os bancos tradicionais não se aventuram. A tecnologia de análise de crédito evoluiu, mas o sistema bancário convencional ainda não se atualizou. A SuperSim, por exemplo, se destaca nesse cenário, operando como correspondente bancário e garantindo segurança nas operações.
Com mais de 7 anos de atuação e mais de 7 milhões de empréstimos concedidos, a SuperSim foi criada para atender o público desassistido e desbancarizado, oferecendo soluções para autônomos e MEIs que não possuem a documentação tradicional.
Comparação entre fintechs e bancos tradicionais
As diferenças entre o modelo bancário convencional e o adotado por fintechs como a SuperSim são significativas. O processo da SuperSim é estruturado em três etapas:
- Simulação e cadastro sem burocracia: O solicitante preenche informações básicas, sem a necessidade de apresentar holerite ou documentação extensa. A plataforma exibe as condições da operação com total transparência.
- Análise individualizada em tempo real: A tecnologia da fintech avalia o perfil de cada solicitante de forma imediata, considerando variáveis além do score de crédito tradicional.
- Aprovação e PIX em até 5 minutos: Após a aceitação da proposta e assinatura do contrato, o valor é transferido diretamente para a conta informada via PIX, sem intermediários.
A experiência do cliente e a inclusão financeira
A experiência de clientes que utilizaram o serviço é um indicador importante da eficácia de uma fintech. Por exemplo, Elsa, uma autônoma de 53 anos de Hortolândia, enfrentou dificuldades ao buscar crédito nas instituições tradicionais, que geralmente exigem um nome limpo.
Na SuperSim, ela encontrou um processo ágil que lhe proporcionou o suporte financeiro necessário para manter suas contas em dia, sem a necessidade de comprovar sua renda em papéis.
A SuperSim não se apresenta como uma alternativa aos bancos, mas sim como uma solução onde eles não atuam. Em um país onde mais de um em cada três trabalhadores está na informalidade, a inclusão financeira é uma necessidade real. Com mais de 7 milhões de empréstimos emitidos, a SuperSim desenvolveu um modelo de negócio sustentável que atende um público que o sistema financeiro tradicional frequentemente ignora.
O futuro do crédito e como solicitar
A transformação no mercado de crédito brasileiro é uma tendência que veio para ficar. A popularização do PIX e a regulamentação das fintechs pelo Banco Central criaram um ambiente propício para que modelos de análise individualizados se tornem a norma.
Para trabalhadores autônomos, MEIs e informais, essa mudança representa uma oportunidade concreta de acesso ao crédito que antes era negado por falta de documentação.
Se você é autônomo, MEI ou trabalha por conta própria e já teve um pedido de empréstimo negado, é importante conhecer o funcionamento do empréstimo para autônomos disponível na SuperSim. O processo é totalmente digital, rápido e transparente, permitindo que você saiba todas as condições antes de qualquer compromisso.
Após a aprovação, o valor é transferido via PIX em até 5 minutos, sujeito à análise de crédito.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



