Toma Kimura nega IA no novo anime produzido pela Science Saru
Toma Kimura reafirma ausência de Inteligência Artificial no novo anime da Science Saru, reacendendo debate sobre futuro artístico.
O diretor de Ghost in the Shell, Toma Kimura, fez uma declaração pública no Festival Internacional de Animação de Annecy 2026 que gerou grande repercussão sobre o uso da tecnologia em animações modernas.
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Kimura confirmou para a plateia não ter sido utilizada nenhuma forma de inteligência artificial generativa na produção do novo anime feito pelo estúdio Science Saru. A notícia foi recebida com aplausos e trouxe um debate importante ao centro das atenções: qual é o futuro artístico entre desenhos manuais tradicionais e ferramentas tecnológicas?
A escolha artística por trás dos cenários
Segundo Toma Kimura, os criadores queriam dar vida aos detalhes urbanos; especificamente desenhar cada placa de rua presente no cenário fictício era essencial à ambientação da obra. No entanto, ele explicou que dimensionar esse volume de trabalho se tornou inviável para a equipe.
Para contornar essa dificuldade sem comprometer a estética desejada, uma solução alternativa foi criada na forma de caligrafias inventadas pelo estúdio Science Saru. “Usamos um lettering em formato de verme que aparenta ser kanji, mas é apenas texto sin sentido”, detalhou o diretor durante seu discurso sobre as técnicas empregadas. Zero IA Foi este ponto técnico que levou Kimura ao tema central: “Decidimos isso antes mesmo de a inteligência artificial generativa ganhar força no mercado; portanto, saibam bem que zero Inteligência Artificial utilizou neste projeto”, afirmou.
O debate da mão humana contra tecnologia
A declaração do diretores não passou despercebida e ganhou ainda mais peso diante das recentes movimentações na indústria. A adoção dessa nova geração de IAs tem avançado gradualmente entre os estúdios nos últimos anos — começando com legendas automáticas até chegar à criação completa de arte ou animações em si mesma.
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Um caso recente chamou atenção o Wit Studio, responsável pelas três primeiras temporadas de Attack on Titan e pelo sucesso Spy x Family. No início deste ano, por exemplo, eles admitiram ter usado IA para gerar fundos específicos da sequência de abertura que acompanhou a quarta temporada do título Ascendance of a Bookworm. Após expor esse uso tecnológico, houve um pedido público de desculpas. O próprio stúdio reafirmou seu compromisso primário com as técnicas desenhadas manualmente.
Essa filosofia foi reforçada durante Annecy também por Kohei Sakita, produtor original de Ghost in the Shell, em quem se baseia o trabalho recente: “A sensação genuína daquilo feito pela mão humana é todo apelo e atrativo máximo desta animação”.
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Sobre Ghost in the Shell
Ghost in the Shell conta sua história no futuro próximo onde redes complexas envolvem totalmente a vida mundial através da tecnologia avançada dos ciborgues informacionais. O mangá homônimo pertence ao autor Masamune Shirow. A trama acompanha Motoko Kusanagi — uma unidade ciber – corpo completa —, enquanto ela lidera um grupo de combate dedicado à investigação do crime virtual (cibercrime). O filme chega para o Prime Video na data prevista de 7 de julho.