TJMG mantém prisão de argentino Eduardo Ignacio Murias por racismo e investiga agressões no presídio

Tribunal de Justiça de Minas Gerais mantém prisão de argentino por racismo; Eduardo Ignacio Murias segue detido após incidentes graves. Descubra os detalhes!

(Imagem de reprodução da internet).

Tribunal de Justiça de Minas Gerais mantém prisão de argentino por racismo

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) rejeitou, nesta segunda-feira (8), o pedido para revogar a prisão preventiva de Eduardo Ignacio Murias, um argentino de 63 anos. Ele está detido desde 24 de maio no Presídio de São João del Rei, após fotografar uma criança negra e compartilhar as imagens com comentários racistas durante um passeio de Maria Fumaça entre São João del-Rei e Tiradentes, na Zona da Mata mineira.

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A decisão do TJMG foi em conformidade com a solicitação do Ministério Público de Minas Gerais, que defendeu a continuidade da custódia cautelar do acusado.

A defesa de Murias já havia protocolado um pedido na Justiça mineira em 30 de maio, que foi negado no mesmo dia. O novo pedido foi feito após o investigado alegar ser vítima de agressões dentro do presídio. Em comunicado, o TJMG informou que foi solicitado o encaminhamento do homem para a realização de um exame de corpo de delito complementar, além de medidas para assegurar sua integridade física.

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Investigação sobre agressões no presídio

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que a direção do Presídio de São João del-Rei instaurou um procedimento interno para investigar as alegações do detento. Segundo a Sejusp, Murias relatou ter sido agredido por outros presos no dia 25 de maio, um dia após sua prisão.

Após a realização do exame de corpo de delito, ele foi colocado em uma cela separada por questões de segurança. A secretaria destacou que essa ação foi tomada de forma independente ao pedido da Justiça.

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Em relação ao caso de violência, os supostos agressores serão ouvidos pelo Conselho Disciplinar da unidade prisional e poderão enfrentar sanções administrativas. A CNN Brasil está tentando contato com a defesa do argentino, e o espaço permanece aberto para manifestações.

Detalhes do incidente

Durante a viagem, Murias fotografou um menino de 7 anos e enviou as imagens acompanhadas de mensagens racistas por um aplicativo. Ele chegou a mencionar a possibilidade de “levar a criança como escravo”. A CNN Brasil teve acesso a prints da conversa entre o homem e uma pessoa não identificada.

Em uma das mensagens, ele afirmou: “Posso levar uma escrava para que cuide das suas netas”. Outros passageiros perceberam a situação e alertaram a mãe da criança.

Conforme o boletim de ocorrência, a mãe confrontou Murias, que desbloqueou o celular e permitiu que ela visse as mensagens. A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi acionada e o suspeito foi preso. O celular do argentino foi apreendido para a preservação das provas, que serão analisadas pelas autoridades posteriormente.