Titina Medeiros enfrenta câncer de pâncreas e expõe desafios no diagnóstico. A partida da atriz reacende debate sobre a agressividade da doença. Saiba mais!
A partida da atriz Titina Medeiros, aos 49 anos, reacendeu o debate sobre um dos diagnósticos mais desafiadores na oncologia: o câncer de pâncreas. Reconhecida por seu trabalho em “Cheias de Charme”, a artista enfrentava a doença, uma enfermidade frequentemente identificada em estágios avançados devido à sua natureza silenciosa.
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O oncologista Dr. Wesley Pereira Andrade explica que a principal dificuldade reside no comportamento discreto da doença. “Ele cresce em silêncio, dá poucos sinais e, quando se manifesta, muitas vezes já é tarde”, afirma. A localização do pâncreas, situado atrás do estômago, dificulta a detecção precoce, permitindo que o tumor se desenvolva sem apresentar sintomas evidentes nas fases iniciais.
No Brasil, mais de 11 mil novos casos são diagnosticados anualmente, um número que se soma aos cerca de 500 mil casos globais. Apesar de representar apenas 2% de todos os cânceres, o tumor pancreático é responsável por até 5% das mortes oncológicas, evidenciando sua agressividade.
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A ausência de métodos eficazes de rastreamento populacional agrava ainda mais a situação.
As opções de tratamento, incluindo cirurgia, quimioterapia e outras terapias, ainda não proporcionaram mudanças radicais no prognóstico. A cirurgia, considerada a principal chance de cura, é possível em apenas 15% a 20% dos pacientes. Apesar dos avanços, a sobrevida global em cinco anos permanece em torno de 10%, um número que reacende a necessidade urgente de mais pesquisa, prevenção e estratégias de diagnóstico eficazes.
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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.