Tite admite erro ao recusar convite do Corinthians e revela mágoa com Flamengo

Tite reconhece erro ao não aceitar convite do Corinthians
Tite admitiu que cometeu um erro ao não ter aceitado o convite para treinar o Corinthians em 2023. Em uma entrevista ao ge, divulgada nesta segunda-feira (11), o treinador expressou sua mágoa em relação ao fim de seu ciclo no Flamengo, que ocorreu em 2024.
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Ele ressaltou seu arrependimento por não ter assumido o comando do Timão naquele ano.
“Desculpa, Corinthians. Eu errei. Se pudéssemos rebobinar, eu teria ido para o Corinthians. Porque eu não queria trabalhar naquele ano. Não queria”, afirmou Tite, que explicou que, logo após o convite inicial do Corinthians, recebeu uma sinalização do West Ham, da Premier League, e aguardava uma proposta do clube inglês.
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Motivos da recusa ao Corinthians
O treinador destacou o respeito que tem pelo Corinthians e a importância do clube em sua carreira. “Primeiro, foi o convite do Corinthians, que eu tenho um respeito e uma consideração muito grandes. Eu já estava em conversas com uma possibilidade real de um clube da Premier League, que era o meu grande objetivo”, disse Tite, mencionando suas aulas de inglês com o professor Tales, que o ajudaram a se preparar para essa oportunidade.
Em 2023, Tite recebeu uma nova proposta do Corinthians, mas novamente recusou, afirmando que não tinha a intenção de trabalhar naquele ano. “O Corinthians foi o clube que eu saí para ir para a Seleção e, mesmo contrariado, ele aceitou. Se eu tivesse que voltar no tempo… Eu não tinha ideia de ir para o Flamengo”, explicou.
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Experiência no Flamengo
Após a demissão de Jorge Sampaoli no Flamengo em setembro de 2023, Tite assumiu o comando da equipe rubro-negra. Ele justificou sua decisão, afirmando que a oportunidade surgiu em um momento em que as competições já estavam quase finalizadas para o Flamengo, exceto pelo Campeonato Brasileiro. “Era a terceira vez que o Flamengo vinha atrás.
Eu disse: ‘quero conversar’”, contou.
Sobre sua demissão do Flamengo, Tite expressou sua insatisfação com a maneira como a situação foi tratada. “Fiquei muito chateado porque não pude dar tchau para os funcionários nem ter essa relação humana com os atletas. Fui me despedir deles um ano e meio depois, quando nos enfrentamos.
Fui solicitado a não ir. Então, é uma falta de respeito humano. Num clube extraordinário, de grandeza extraordinária”, finalizou.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



