Tiririca comenta derrota no Ceará: “Acho que brinquei muito”

Tiririca atribui derrota nas urnas no Ceará ao tom de brincadeira em sua campanha, após receber apenas 5.536 votos.

Tiririca em votação na Câmara dos Deputados em 2016

“Eu acho que a política no Ceará é muito séria. Eu acho que brinquei muito”, disse ele, após receber 5.536 votos. O resultado o deixou de fora do parlamento, encerrando uma trajetória de quatro mandatos consecutivos.

Apesar de não ter conquistado uma vaga, o partido de Tiririca, o PSD, garantiu três cadeiras na Câmara. Com isso, o humorista ficou na lista de suplentes da sigla. A performance nas urnas representa uma queda brusca em relação ao auge de sua carreira política.

Do recorde de votos à suplência

Em 2010, Tiririca foi o parlamentar mais votado do país, com 1,34 milhão de votos. Na época, estreante na política, ele usava o bordão: “O que é que faz um deputado? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto”. A campanha bem – humorada garantiu uma vitória histórica.

Quatro anos depois, em 2014, ele foi reeleito com 1,01 milhão de votos, tornando – se o segundo mais votado do país, atrás apenas de Celso Russomanno, então no PRB. A força eleitoral, no entanto, começou a diminuir com o tempo. Em 2018, conquistou o terceiro mandato com 453 mil votos.

Já em 2022, sua última vitória, foi eleito com 71 mil votos, após migrar para o PL (Partido Liberal.

Naquele pleito, a legenda perdeu o status de “puxador” de votos para nomes como Eduardo Bolsonaro (PL), Carla Zambelli e Ricardo Salles, que à época também estavam no PL. Mesmo assim, Tiririca conseguiu garantir mais uma passagem pela Câmara.

Votações polêmicas e mudança de partido

Ao longo dos mandatos, Tiririca votou a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Já na gestão de Michel Temer, apoiou a PEC (proposta de emenda à Constituição) do Teto dos Gastos Públicos, mas foi contrário à Reforma Trabalhista. Apesar de afirmar no fim de 2017 que deixaria a vida política, ele se candidatou novamente e foi eleito.

Leia também

Em novembro de 2025, o humorista se filiou ao PSD (Partido Social Democrático) e mudou seu domicílio eleitoral para o Ceará, seu estado natal. A mudança de legenda e de base eleitoral, no entanto, não se refletiu em votos. Com apenas 5.536 votos, ele não conseguiu repetir o desempenho de campanhas anteriores.