Tifanny é aplaudida pela torcida do Osasco após nova política da CBV sobre elegibilidade feminina

A nova política da CBV promete transformar o cenário do vôlei feminino, impactando a elegibilidade de atletas trans como Tifanny Abreu nas competições futuras.

Tifanny Abreu está liberada para disputar o Campeonato Paulista de Vôlei

No último sábado, 15, Tifanny Abreu recebeu um caloroso apoio da torcida do Osasco antes do jogo contra o Pinheiros, pelo Campeonato Paulista de vôlei. A jogadora foi aplaudida de pé nas arquibancadas após a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciar uma nova política de elegibilidade que pode impactar a participação de mulheres trans nas competições sob sua organização.

Durante a apresentação, os torcedores entoaram gritos de “É, Tifanny”, e a atleta retribuiu fazendo um coração com as mãos em direção à torcida.

A manifestação ocorreu um dia após a CBV divulgar mudanças que incluem a realização de testes genéticos para comprovar o sexo biológico feminino das atletas. Entre os critérios estabelecidos está a exigência de resultado negativo para o gene SRY, que está ligado ao desenvolvimento sexual masculino.

Como uma mulher trans que defende o Osasco desde 2021, Tifanny se vê diretamente afetada por essa nova norma. Ela fez história ao se tornar a primeira atleta transgênero a atuar na elite do vôlei brasileiro.

Participação no Campeonato Paulista

Apesar das novas diretrizes da CBV, Tifanny está liberada para participar do Campeonato Paulista. A federação afirmou que o torneio já havia começado quando as regras foram publicadas, portanto, ele segue as normas vigentes até aquele momento. “O Campeonato Paulista Feminino da Divisão Especial já havia sido iniciado e estava sendo realizado de acordo com a legislação e as normas vigentes até aquele momento”, explicou a entidade.

Além disso, a CBV destacou que quaisquer alterações nas regras para futuras competições serão decididas após uma análise das áreas jurídica e de saúde, levando em consideração também os aspectos técnicos do vôlei e as legislações pertinentes.

Nova política da CBV

A nova política da CBV determina que apenas atletas do sexo biológico feminino poderão participar das competições organizadas pela entidade. Para isso, será necessário apresentar um teste genético negativo para o gene SRY. Essa regra será implementada gradativamente nas Superligas A e B durante a temporada 2026/27.

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Além das Superligas, as novas diretrizes também afetarão eventos como a Supercopa de 2026, a Copa Brasil de 2027 e o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 na categoria adulta. O documento prevê exceções para casos específicos relacionados ao desenvolvimento sexual raro, desde que comprovados por avaliações especializadas dentro dos critérios estabelecidos pela nova política.

Enquanto isso, embora o Campeonato Paulista siga as regras anteriores, o futuro de Tifanny nas competições nacionais organizadas pela CBV continua incerto.