Reação à fala homofóbica de Abel Braga
A declaração homofóbica do técnico Abel Braga durante sua apresentação no Internacional gerou indignação no apresentador Thiago Pasqualotto, da TV Bandeirantes. No programa “Melhor da Tarde” desta terça-feira (2), o jornalista, que é LGBTQIA+ assumido, criticou o treinador. “Ele disse que é uma cor de ‘veado’.
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Esse senhor já deveria ter aprendido algo na vida. Em nome da comunidade [LGBTQIA+], afirmo que nem para ser ‘veado’ ele serviria, pois não queremos alguém como você na nossa comunidade. É um retrocesso”, declarou.
Thiago também ironizou a fala do técnico em relação à polêmica declaração. “Acabamos de ver o Messi jogando, e a camisa do time dele é rosa. Qual é o problema?”, provocou. “É uma cor, gente. Se a sua masculinidade é tão frágil que uma cor pode definir sua orientação sexual, cuidado, isso diz muito mais sobre você do que sobre a cor que você usa”, completou o apresentador.
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Chris Flores, Thiago Pasqualotto e Janaína Nunes repudiaram a fala de Abel Braga durante o programa.
Contexto da declaração de Abel Braga
O técnico do Internacional fez o comentário considerado homofóbico ao criticar o uniforme de treino utilizado pelos jogadores, apresentado no domingo (30). Aos 73 anos, Abel retorna ao Colorado com a missão de evitar o rebaixamento do clube, que ocupa a 17ª posição no campeonato.
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A frase surgiu enquanto ele elogiava o trabalho de Andrés D’Alessandro na diretoria, reproduzindo o que classificou como uma “brincadeira”.
“Eu fiz uma brincadeira. No fundo, ele (D’Alessandro) deu esporro em todo mundo. Eu falei: ‘Pô, eu não quero a porra do meu time treinando de camisa rosa, parece time de veado’”, afirmou Abel. A referência era ao conjunto rosa que o elenco tem utilizado durante as atividades no CT.
Consequências e turbulência no clube
A chegada de Abel ocorre em meio a uma fase turbulenta da temporada colorada. No sábado (29), o presidente Alessandro Barcellos decidiu demitir o treinador anterior, o que agravou o risco de queda do time. Sem margem para erro, o clube optou por recorrer a um nome histórico.
Abel não comandava uma equipe profissional desde 2022, quando deixou o Fluminense, e sua última passagem pelo Internacional foi em 2020.
