Tesouro Histórico em Porto Alegre: Descubra o Segredo do Solar Lopo Gonçalves
Vagão histórico em Porto Alegre revela segredos de um passado fascinante! Descubra a história do comerciante Lopo Gonçalves Bastos e sua influência na cidade.
Tesouro Histórico em Porto Alegre: Uma Jornada pela Memória da Cidade
Escondido em um tranquilo pátio no bairro histórico do bairro, encontra-se um vagão dos bondes da Carris, aparentemente ‘enjaulado’ por árvores e pela atmosfera de um local que respira história. O espaço, situado no Solar Lopo Gonçalves, é um portal para o passado, um lugar onde a vida de um comerciante e figura política do século XIX, Lopo Gonçalves Bastos, se entrelaçou com a história da cidade de Porto Alegre.
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O terreno, amplo e bem cuidado, oferece um cenário singular, com cães autorizados a passear e árvores frutíferas que convidam ao relaxamento.
No coração do local, destaca-se a escultura “Égua bebendo água”, de 1994, do artista Vasco Prado, complementada por uma pequena fonte. A construção, erguida entre 1845 e 1855 pela família portuguesa Gonçalves Bastos, era originalmente uma chácara com acesso à antiga rua da Margem.
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Lopo Gonçalves Bastos, além de comerciante na Praça da Alfândega, onde possuía lojas de secos e molhados, e tecidos, também se destacou como vereador e provedor da Santa Casa de Misericórdia, sendo um dos fundadores do Banco da Província do Rio Grande do Sul em 1858.
Sua trajetória, marcada por contribuições significativas para a sociedade porto-alegrense, é um testemunho da importância de figuras como ele na formação da cidade.
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Um Solar que Evoluiu ao Longo do Tempo
O Solar Lopo Gonçalves passou por diversas transformações ao longo dos anos. Em 1946, foi adquirido para ser utilizado como instalação da fábrica de velas do empresário e político Albano José Volkmer, tornando-se conhecido como “Casa da Magnólia” devido à árvore centenária que ainda se encontra no jardim.
Em 1966, o Serviço de Assistência e Seguro Social dos Economiários (Sasse) adquiriu o solar para construir um núcleo residencial para seus associados, solicitando a demolição de parte da estrutura e a abertura de um logradouro, o que foi indeferido devido ao excesso de área construída.
A arquitetura do solar, que combina elementos coloniais e neoclássicos, é um reflexo da evolução da cidade e da influência de diferentes estilos arquitetônicos.
Museu e Preservação da Memória
Atualmente, o Solar Lopo Gonçalves abriga o Museu de Porto Alegre Joaquim José Felizardo, fundado em 1932, que se dedica à preservação, pesquisa e comunicação de um acervo tridimensional, iconográfico e arqueológico. A diretora e gestora do museu, Beth Corbetta, organiza visitas guiadas para visitantes de todas as idades, incluindo estudantes, pesquisadores e turistas.
O acervo do museu é composto por mais de 1.300 objetos dos séculos 19 e 20, além de 10 mil imagens de Porto Alegre, fotografias de renomados fotógrafos e mais de 400 cartões postais. O acervo arqueológico, localizado no subsolo do solar, foi particularmente afetado pelas enchentes de 2024, mas está sendo cuidadosamente estudado e preservado por uma equipe de arqueólogas conservadoras, que trabalham com alunos e professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Desafios e Restauração
As enchentes de 2024, que atingiram níveis mais altos do que os estragos de 1941, representam um desafio para a restauração do Solar Lopo Gonçalves. As obras de recuperação estão em ritmo lento, mas recebem recursos de diversas fontes, incluindo federais, estaduais e municipais, além de apoio privado.
O torreão, ou sótão, do solar, onde se encontram peças do acervo, é um espaço que voltará a ser um centro de atividades culturais e educativas, com exposições e eventos que celebram a história e a cultura de Porto Alegre. O local continua acolhendo a comunidade diariamente, oferecendo um espaço de convívio e aprendizado, e o museu está vinculado à Diretoria de Patrimônio e Memória da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre.