Terremotos fecham Aeroporto Simón Bolívar em Caracas
Terremotos causam danos severíssimos no Aeropuerto Simón Bolívar, interrompendo operações aéreas na Venezuela.
O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía (Venezuela), foi fechado indefinidamente após dois terremotos de alta magnitude atingirem o norte do país na última quinta – feira, 24 de junho de 2026.
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Os abalos sísmicos causaram rachaduras graves na pista principal e danificaram toda a estrutura interna do terminal aeroportuário. A autoridade civil venezuelana para aviação aérea, INAC (Instituto Nacional de Aviación Civil), confirmou que deve manter o bloqueio da área até pelo menos dia 2 de julho de 2026; apenas a pista secundária opera com restrições no momento.
Danos em Maiquetía: Feridos e Desaparecidos
Segundo dados divulgados nesta sexta – feira, 26 de junho de 2026 — durante um balanço oficial transmitido pela emissora estatal VTV —, são contabilizados cerca de 2.980 feridos na região atingida pelos tremores. Este número representa uma atualização significativa comparado ao dado anterior divulgado quinta – feira (25.jun.2026), que apontava para mais de 235 mortos até aquele dia.
O pânico foi generalizado dentro do terminal; câmeras registraram o desprendimento de painéis no teto e a queda constante de detritos entre passageiros, funcionários e visitantes locais em bairros como Los Palos Grandes, Altamira e Chacao.
Em termos humanos, um sistema digital criado especificamente para monitorar os desaparecidos reporta atualmente dados sobre 60.926 pessoas: das quais foram localizadas cerca de 9.244 indivíduos, restando ainda sem contato aproximadamente 51.682 registros na base de informações.
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Impacto da Crise nos Voos Internacionais
O fechamento do aeroporto complica drasticamente o fluxo logístico necessário após uma catástrofe natural desse porte. Embora ofertas internacionais de ajuda humanitária cheguem ao país — incluindo países membros e a ONU —, é difícil entregar equipamentos pesados ou insumos médicos vitais devido à interrupção no Maiquetía.
Por causa disso, todos os voos comerciais foram cancelados ou desviados em massa; apenas aeronaves com caráter humanitário ou resgate conseguiram ser redirecionadas para outra base aérea importante: El Libertador, localizada na cidade de Maracay.
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A situação da aviação venezuelana Sanções dos EUA afetam retomada do setor
O fechamento ocorre num momento extremamente delicado justamente porque o país buscava retomar gradualmente suas rotas aéreas. Nos meses que antecederam este desastre natural, Estados Unidos haviam feito um esforço progressivo por remover barreiras financeiras e legais ao aéreo nacional.
Recentemente, isso foi acompanhado pela publicação pelo Departamento de Tesouro (EUA) uma licença para flexibilizar temporariamente sanções contra Venezuela Todas as transações relacionadas aos esforços de ajuda às vítimas do terremoto na Venezuela… estão autorizadas”, afirma documento publicado em 25.jun.2026; contudo, esse alívio vale apenas até o dia 23 de outubro de 2026.
Operação aérea suspensa
Grandes companhias cancelam voos e ajustam rotinas
A paralisação no Maiquetía interrompe um processo que ganhava força após a saída ex – presidente Nicolás Maduro ocorrida ainda em janeiro de 2026. As principais empresas aéreas foram forçadas a cancelar ou ajustar suas operações: American Airlines havia restabelecido os serviços diretos entre Miami e Caracas desde 30 de abril de 2026, sendo o primeiro serviço passageiro nos dois países há sete anos.
Outras operadoras também sentiram impacto imediato. A Avianca suspendeu temporariamente voos na rota Bogotá –Caracas; Copa cancelou vários trechos da Cidade do Panamá para Caracas até meados de agosto, enquanto Turkish desviou pelo menos um vôo Istambul – Caracas com destino à própria Cidade do Panamá.
O contexto dos terremotosA força sísmica que atingiu a região em junho
Os abalos não foram isolados e ocorreram sequencialmente: o primeiro tremor registrou magnitude 7,2 próximo ao estado Yaracuy (epicentro perto de San Felipe), enfraquecendo estruturas. Apenas trinta e nove segundos depois, veio uma segunda onda mais forte; esta teve registro de magnitude 7,5 na mesma área. Este segundo sismo ocorreu à profundidade rasa, causando desabamentos imediatos principalmente no centro urbano da capital Caracas.
O Instituto de Pesquisa responsável pelo estudo sísmico considera que este último terremoto é um dos maiores já registrados em cem anos para a região do país venezuelanoA mobilização intensa de socorristas continua sendo o foco principal das equipes locais**, trabalhando incansavelmente pela localização de sobreviventes nas áreas onde as edificações colapsaram.