Terremotos atingem Venezuela: Destroem região costeira de La Guaira

Terremotos devastados região costeira de La Guaira, causando pânico entre moradores e obrigando evacuação imediata.

25/06/2026 15:50

4 min

Moradores procuram vítimas nos escombros de um prédio que desabou em Catia La Mar, estado de La Guaira, a cerca de 30 km a noroeste de Caracas, em 25 de junho de 2026
Moradores procuram vítimas nos escombros de um prédio que desabo...

A Venezuela foi atingida por fortes tremores em junho passado; a sensação descrita como “não ia terminar nunca” é o sentimento compartilhado pelos milhares de venezuelanos que viveram os momentos de pânico após abalos sísmicos no país.

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Os terremotos registraram magnitudes 7,2 e 7,5, causando destruição significativa na região costeira do estado de La Guaira. Os eventos ocorreram nas proximidades das 18h dos dias citados — com epicentros localizados nos estados Carabobo e Yaracuy —, gerando mais de 40 réplicas registradas até então pelo governo estadual.

O impacto pessoal em Caracas

Para Wilman Verdú, sociólogo e jornalista morador de Caracas (Venezuela), o susto foi vivido dentro da própria casa. Ele reside há décadas no edifício construído na década de 1950, localizado na comunidade 23 de Enero.

“Eu me levantei da cadeira… Mas, de repente, a terra começou a se sacudir literalmente,” relembrou ele ao Brasil de Fato. Segundo seu relato, além do chão vibrar intensamente — fazendo luminárias baterem umas nas outras —, os tremores pareceram muito prolongados; houve uma pausa por cerca de 30 segundos antes que tudo voltasse com ainda mais força.

Miguel Alfonzo também viveu horas tensas durante o ocorrido enquanto trabalhava em um edifício no 21º andar e sua família estava dentro. Ele relatou: “Foi fortíssimo.” Felizmente para eles, foi apenas susto físico da estrutura familiar.

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A evacuação das áreas afetadas

Após a cessação dos abalos sísmicos na área residencial onde Verdú mora — Catia La Mar —, os moradores desceram rapidamente até estacionamentos ou espaços ao ar livre buscando abrigo seguro. Cerca de 2,5 mil pessoas foram forçadas a sair dos edifícios altos; muitas famílias optaram por passar toda uma noite fora do confinamento vertical em campos de beisebol locais e nos próprios carros que trouxeram consigo.

Moradores se reuniram com seus pertences perto desses veículos enquanto aguardavam o amanhecer.

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Destruição no estado costeiro

A cerca de 40 minutos da capital Caracas, foi onde o impacto atingiu seu auge: La Guaira tornou – se um símbolo visível da tragédia venezuelana. A região litorânea declarou zona de desastre pelas autoridades nacionais. Em localidades como Caraballeda e Catia La Mar, diversas construções colapsaram ou sofreram danos estruturais graves em grande escala.

Equipes especializadas continuam trabalhando arduamente entre os escombros para localizar pessoas desaparecidas na área devastada do litoral.

“Foi terrível… Tudo, tudo desabou,” disse a moradora Yilsmaris Blanco à AFP ao observar a destruição total vista por ela em Catia La Mar. Ela expressou gratidão pelo fato de estarem vivas, mas apontou o drama das famílias com parentes soterrados sob entulho pesado.

A situação deixou milhares sem ter onde ficar; “Não temos nada” lamentava Larry Rojas, outro residente da região que descreveu um sentimento profundo até mesmo sobre tentar acessar as áreas mais atingidas: “Nem sequer temos coragem para entrar ali.”

Resposta e ajuda internacional

Enquanto os órgãos oficiais atuam nas regiões críticas do estado costeiro, comunidades locais organizaram redes próprias de apoio mútuo em Caracas e arredores. Vizinhos montaram mutirões espontâneos visando remover escombros pesados, ajudar na evacuação das pessoas localizadas em risco iminente ou ainda acolher famílias desabrigadas.

O auxílio não veio apenas dos vizinhos; governos estrangeiros também se prontificaram a enviar recursos humanitários à Venezuela. O governo brasileiro avalia formas possíveis de apoiar as ações emergenciais por meio da Embaixada sediada em Caracas.

Outras potências como Rússia, Cuba, México, França, Itália e Estados Unidos anunciaram apoio formal às autoridades venezuelanas neste momento difícil do país.

A União Europeia ativou o sistema Copernicus para monitoramento via satélite com foco nas operações vitais de busca salvamentos na região afetada pela catástrofe natural. A Organização das Nações Unidas (ONU) classificou este evento sísmico internacionalmente, mobilizando a comunidade global no auxílio à Venezuela.

Diante dos danos massivos causados pelos terremotos, Delcy Rodríguez decretou estado de emergência nacional em nível máximo; ela também anunciou um fundo destinado especificamente aos esforços de reconstrução da infraestrutura e moradias destruídas: US 200 milhões provenientes do Fundo Monetário Internacional (FMI.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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